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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da blogosfera - as minhas leituras

12.01.13

 

 

 

 

Cidadania


"Eu vou a manifestações. Dizem-me que não serve de nada, e provavelmente têm razão, mas eu vou.

Eu voto. Provavelmente não serve de nada, mas eu voto. Eu falo e escrevo. Provavelmente não serve de nada, mas eu falo e escrevo. Eu desobedeço quando posso, às vezes sozinho. Pode não servir de nada, mas desobedeço. Eu informo-me. Pode não servir de nada, mas informo-me.

Sei que há outras pessoas a fazer como eu. Não sei se são muitas ou se são poucas, mas sei que as há, e por todo o mundo. Muitas delas bem mais dedicadas e eficazes do que eu. 

E por fim tudo serve para alguma coisa, até o desprezadíssimo voto. Porque aquilo a que chamam nada é afinal apenas quase nada, e os quase nadas somam-se."

da cartilha

12.01.13

 

 

 

 

 

 

 

 

O "expresso da meia-noite" da SICN, ontem à noite, teve quatro comentadores dominados pela cartilha da revolução ideológica em curso. Apenas um tergiversou e mesmo assim timidamente. O sistema escolar é escolhido, no lugar cimeiro, para os cortes.

Há uma terraplenagem indecente sobre os 10000 professores despedidos no último verão. O maior despedimento colectivo da História foi eliminado destas mentes que até dizem discordar dos indicadores do relatório-FMI por desactualização e falta de rigor. Vá lá perceber-se tamanha incoerência.

Dá ideia que já conheciam a primeira página do semanário que organiza o programa.

 

 

Os professores têm motivos para recuperarem um desenho de 2008.

 

da génese e do fim da história

12.01.13

 

 

 

 

 

Vi anteontem um debate sobre o relatório do FMI em que Viriato Soromenho Marques desmontou com clareza a revolução ideológica em curso e deslocou a discussão para a questão central: a banca e a hegemonia ideológica que tem dominado a Europa. Maria João Rodrigues, ex-ministra de um Governo socialista e com presença constante nas instâncias europeias, considerou como principal problema português a ausência de modelos de avaliação meritocrática com uma alusão às políticas do seu partido que, disse, encontraram resistências em interesses instalados. Como professor, senti logo um arrepio.

 

Voltei ao relatório do FMI e li os nomes que o assinam: Gerd Schwartz, Paulo Lopes, Carlos Mulas Granados, Emily Sinnott, Mauricio Soto, and Platon Tinios. Fui ver, por exemplo, quem é Carlos Mulas Granados

  • Miembro de "Economistas 2004", grupo de economistas independientes responsable del programa económico de José Luis Rodríguez Zapatero para las elecciones de 2004.
  • Subdirector de la Oficina Económica del Presidente del Gobierno durante la primera legislatura de Zapatero.
  • Miembro del Comité de Redacción del Programa Electoral del PSOE en 2008 y 2011.
  • Candidato del PSOE por Madrid en las elecciones generales de España de 2011.

 

O que é que quero concluir com estas associações e evidências?

 

Na génese da tormenta em que navegamos está uma espécie de fim da história ideológica. Portugal e a Europa têm sido governados pelas forças financeiras que dominam os partidos políticos mais votados. Se olharmos para o futuro e pensarmos em soluções governativas, é decisivo que as oposições de circunstância condenem com veemência as políticas dos últimos anos e se comprometam com a mudança.