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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dois sistemas

10.01.13

 

 

 

 

É muito interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. A definição para os dois sistemas que parecem regular a nossa mente, pode resumir-se como "imediato ou depressa" para o sistema 1 e "elaborado ou devagar" para o sistema 2.

 

É evidente que a formulação não é assim tão linear, mas podemos começar por analisar o problema da página 38 que se aplica a muitas situações da nossa vida e até ao que se está a passar com o pouco rigoroso e manipulado relatório do FMI.

 

 

 

 

 

 

 

do ridículo se fez escola

10.01.13

 

 

 

 

 

Muito se tem escrito e dito a propósito do relatório do FMI. Pelo que vou percebendo, os órgãos de comunicação social pegaram, e muito bem, no ridículo de algumas propostas.

 

Há um ou outro blogger que defende o conteúdo do relatório, mas são registos que já estão de tal forma descredibilizados que nem sei se vale a pena pegar por aí. O que se conclui, é que esta mistura entre quem governa e quem tenta sustentar a revolução ideológica vai fazendo mossa no que ainda resta da democracia e, no caso que conheço melhor, num sistema escolar que levou anos a democratizar e com resultados comprovados.

 

A ideia de escolher os funcionários públicos que serão despedidos através de exames online, é, e confesso a minha relativa surpresa, um atestado de menoridade à função pública perpetrada por descomplexados competitivos e que começou de forma menos avisada em 2005. Portugal está, há demasiado tempo, a ser governado por quem desconhece a realidade e desta vez foi-se longe demais. Que ninguém se iluda: estas propostas devem responsabilizar quem governa e que não se pode esconder atrás do FMI.

 

 

FMI sugere exames online para decidir que funcionários públicos serão dispensados

e o BANIF, pá?

10.01.13

 

 

 

Para o BANIF foram 1100 milhões de euros de uma penada e sem qualquer discussão pública. Assim de repente, mais de um quarto dos 4 mil milhões da refundação ideológica. O ecossistema social pode não aguentar tanta carga. Os professores andam há 7 anos como escolhidos e só no ano passado foram alvo de um despedimento colectivo de mais de 10000 pessoas. Parece-me que a coisa não vai lá com facebook, passeatas e vigílias e ainda por cima sem ministro da Educação.