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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do valor

05.01.13

 

 

 

 

Ninguém vive sem se interrogar.

 

A pergunta é insubstituível e acrescenta conhecimento, cooperação e mobilização. 

 

Uma instituição avança se cultivar o valor da pergunta, mesmo da que não se sente obrigada a emitir uma qualquer resposta. O aumento da escala torna-se um dissuasor de perguntas.

 

 

 

Já usei parte deste texto noutro post.

da blogosfera - a educação do meu umbigo

05.01.13

 

 

 

Conversa da treta

 

"Por duas razões, que apresento em forma de generalização que ressalva os casos (felizmente ainda em razoável quantidade) daqueles que ainda percebem que não estão ali para ser meros elos de uma hierarquia.(...)

    • Quanto mais grosso parecem falar dois ou três, mais amocham quando é necessário tomar medidas concretas de confronto. Ainda há quem se lembre das salvas de palmas dispensadas a MLR quando esta lhes prometeu mundos e fundos e todos os receios quando tiveram a hipótese de, demitindo-se em bloco, ganharem o respeito daqueles a que muito já não consideram colegas. Basta ver como se encolhem e entram em joguinhos de salão sempre que existe nova vaga de mega-agregações. São raros os que deslargam. E é jogando nessas ambições que a tutela foi, sucessivamente, conseguindo avançar sem resistência que se veja.(...)"

para recordar

05.01.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O dever e o sorriso na vida de

António Marques Júnior



"Escreveu Yourcenar: "Para quê fazer da vida um dever se ela pode ser um sorriso?" Sem lhe recusar razão, direi que para este homem - António Marques Júnior - a vida foi, e não contraditoriamente, um sorriso e um dever. Um sorriso, de humilde reconhecimento e afecto, em primeiro lugar e em especial, para a sua mulher, a Luísa, para a sua filha, a Filipa, para a sua neta, a Luísa. Um sorriso de afecto, depois, para os seus soldados, amigos, camaradas, concidadãos. E foi também, e em simultâneo, sempre, um dever erigido em grande propósito ético, a que em todos os momentos respondeu com inteligência e ousadia, com nobre carácter, com impoluta honradez, com patriótica responsabilidade social.

Foi, também, emblematicamente, com um sorriso e, sobretudo, com dever - dever intelectual, de responsabilidade social e, até, de afecto - que aderiu ao Movimento dos Capitães. Razões de dever intelectual porque sabia, já então, que a política para o ultramar era destituída de discernimento, ousadia e estratégia política contra-revolucionária. Obsessão política inútil, a do Governo, porque incapaz era, como disse David Galula - por muitos considerado o Clausewitz da insurreição -, de desenhar e prosseguir uma contracausa capaz de assegurar não só a modernização económica e o desenvolvimento social das colónias, como de organizar, localmente, eleições, preparar líderes políticos, fomentar a organização de formações políticas, estabelecer e agendar um referendo de democrática configuração, aberto à independência com Portugal. Razões, ainda, de dever e responsabilidade social porque sabe e sente que, a todos, tudo cabe fazer, no âmbito das suas possibilidades, para preservar e desenvolver, com justiça e liberdade, genuinamente democráticas, a sociedade a que se pertence e em que se vive.

A Primavera de Abril sente-a Marques Júnior em 1973, participando em todas as reuniões e opções do Movimento dos Capitães. Jovem tenente, recém-casado, totalmente se empenha na acção militar de Abril, tudo arriscando: arriscando a vida, mesmo, nos previsíveis confrontos militares a travar. E tudo faz aceitando como comando de tropas na acção, operacional, que, em caso de desaire, recuo não teria, pois lhe caberia, então, responder pelos seus homens e por si. E tudo faz arriscando o futuro da sua vida familiar, recém-constituída. E tudo faz, também, sabendo que punha em risco as suas legítimas ambições de carreira, que se augurava brilhante, dado a sua comprovada capacidade de liderança perante os seus soldados, aliás reconhecida, também, pelos seus superiores hierárquicos.

Terminada a acção vitoriosa de Abril, procura regressar à sua vida militar. E dela só sai, com relutância, quando, pelo seu prestígio, é chamado a colaborar no tempo político militar seguinte.

Recusando, sempre, mediatismo, intervém, muitas vezes decisivamente, na conturbada transição democrática, mantendo sempre estrita fidelidade às promessas e às decorrentes obrigações de Abril, consagradas no programa do MFA.

 

 

Por Ramalho Eanes"


da demagogia

05.01.13

 

 

 

Professores têm mais horas para apoiar alunos

 

"Depois de terem sido rasgados os planos de recuperação, o Ministério da Educação e Ciência aposta tudo no acompanhamento pedagógico em qualquer altura do ano lectivo."

 

 

Esta forma de apresentar dados macro é mau sinal e um indicador de desespero (consciente?); afinal o que sempre se suspeitou. 

Basta pensar no fim do estudo acompanhado como área curricular não disciplinar, e concorde-se ou não com a decisão, para "eliminar" os achamentos de Nuno Crato. Dá um ar de CEO-sofisticado e ainda acaba numa FLAD deixando o sistema escolar num plano mais inclinado.

 

formação contínua de professores

05.01.13

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação.

 

 

 

FREQUÊNCIA DE FORMAÇÃO CONTÍNUA

para efeitos de AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO e PROGRESSÃO NA CARREIRA



1. Os ciclos de avaliação dos docentes integrados na carreira coincidem com o período correspondente à duração dos escalões da carreira docente. A formação contínua é um dos requisitos obrigatórios para efeitos de progressão na carreira. O reconhecimento do direito à progressão ao escalão seguinte, para além dos outros requisitos, depende da frequência, com aproveitamento, de formação contínua ou de cursos de formação especializada, num total não inferior a:


    • 25 horas, no 5º escalão da carreira docente; 
    • 50 horas, nos restantes escalões da carreira docente.


O processo de avaliação de docentes integrados na carreira deve ser concluído no final do ano escolar anterior ao fim do ciclo avaliativo. O relatório de autoavaliação é anual e reporta-se ao trabalho efetuado nesse período, com exceção para os docentes posicionados nos 8º (se observados os requisitos da alínea a), do nº1, do artigo 27º do Decreto Regulamentar no 26/2012, de 21 de fevereiro) e 9º escalões o qual é entregue no final do ano escolar anterior ao fim do ciclo avaliativo e para os docentes posicionados no 10º escalão que é entregue quadrienalmente.


2. O ciclo de avaliação dos docentes em regime de contrato a termo tem como limite mínimo 180 dias de serviço letivo efetivamente prestado.

Os docentes contratados não são obrigados a frequentar ações de formação contínua de professores para efeitos de avaliação do desempenho docente.

A circunstância do docente contratado não ter frequentado com sucesso ações de formação contínua de professores não o impede de ser avaliado. Neste contexto, a classificação da avaliação deverá ser atribuída considerando somente as ponderações previstas nas alíneas a) e b) do nº 2 do artigo 21º do Decreto Regulamentar no 26/2012, de 21 de fevereiro, devendo o seu somatório corresponder proporcionalmente a 100% da classificação final.

O relatório de autoavaliação é anual, e reporta-se ao trabalho efetuado nesse período. A avaliação realiza-se no final do período de vigência do respetivo contrato e antes da eventual renovação da sua colocação.


3. A avaliação dos docentes em período probatório é feita no final do mesmo e reporta-se à atividade desenvolvida no seu decurso.



OBSERVAÇÕES


    • A inexistência de formação não é impeditiva da atribuição da classificação.
    • Sobre o regime de avaliação do desempenho docente consultar o Decreto Regulamentar no 26/2012, de 21 de fevereiro.
    • Sobre a progressão na carreira docente consultar o Artigo 37º do Decreto-Lei no 41/2012, de 21 de fevereiro.