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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

das clivagens

02.01.13

 

 

 

 

 

 

Não gosto dos governos que escolhem a inveja social como forma de dividir os grupos de cidadãos. Para além de não gostar, verifico que o efeito boomerang exerce-se quase sempre apesar da devastação ter penalizado a classe social ou profissional escolhida; tem sido assim com os professores portugueses.

 

O actual Governo colocou o sector privado contra o público, mais recentemente os mais jovens contra os pensionistas, faz esse jogo sem fair play e com manipulação de dados.

 

Sabe-se que não é fácil o acesso a um emprego público (não estou a considerar as nomeações políticas nem os empregos de amiguismo por conta dos aparelhos partidários que sugaram o país e que o empurraram para onde estamos). Quem olhar para o gráfico compreenderá as diferenças salariais entre público e privado e acontecem casos semelhantes com os pensionistas que não beneficiaram das "benesses ilimitadas" da oligarquia vigente.

 

 

riqueza das nações

02.01.13

 

 

 

 



"Em Março de 1776, (...), aparecia nos escaparates de Londres uma novidade literária. (...)Era seu autor o Dr. Adam Smith (...)", é assim que começa o prefácio à edição portuguesa da "Riqueza das nações" de Adam Smith (2010), Fundação Calouste Gulbenkian.


Já passei os olhos pelos dois volumes, estou fascinado com esta obra maior que muitos consideram o princípio da economia política e que está ao nível de Marx e Keynes. Tem um valor histórico inultrapassável e tem de se considerar que a economia política teve um espantoso desenvolvimento nos cerca de 200 anos que se seguiram. Já tinha lido partes da obra, mas só agora a consegui adquirir e a preços verdadeiramente ajustados. A Festa dos Livros 2012 da Gulbenkian tem diversas pérolas irresistíveis e é mesmo uma Festa bem pensada.

 

 

 

Da página V do citado prefácio.

as idades do mar

02.01.13

 

 

 

 

 

 

 

Migração de Patos, 1924 - Johannes Larsen, Dinamarca (1867-1961)

Crédito fotográfico: SMK Foto. Statens Museum for Kunst

© Johannes Larsen, Copy-Dan, 2012

Óleo sobre tela 182 x 262 cm Folketinget, Copenhaga Inv. A 0069






Uma exposição a não perder na Fundação C. Gulbenkian até 27 de Janeiro de 2013.

 

"O mar é o tema central da exposição que o Museu Calouste Gulbenkian vai apresentar a partir do dia 26 de outubro, na Galeria de Exposições Temporárias da Fundação. Em exposição vão estar mais de uma centena de obras, dos séculos XVI ao XX, provenientes de 51 instituições nacionais e estrangeiras, com o apoio excecional do Museu d’Orsay.

Partindo de uma sondagem histórica da representação visual do mar, a mostra procura identificar os temas fundadores que levaram à sua extensa e recorrente representação na pintura ocidental. A exposição desenvolverá o conceito que dá título ao projeto em seis secções distintas: A Idade dos Mitos; A Idade do Poder; A Idade do Trabalho; A Idade das Tormentas; A Idade Efémera; A Idade Infinita.

Van Goyen, Lorrain, Turner, Constable, Friedrich, Courbet, Boudin, Manet, Monet, Signac, Fattori, Sorolla, Klee, De Chirico, Hopper, são alguns dos 89 autores presentes na exposição com obras de superior qualidade. Também a pintura portuguesa, através de Henrique Pousão, Amadeo de Souza-Cardoso, João Vaz, Maria Helena Vieira da Silva e Menez, entre outros, contribuirá para esta abordagem exaustiva e por vezes inesperada de um motivo tão fascinante – e simultaneamente com especial significado na história e cultura portuguesas."

 



há muitas razões para uma pessoa querer ser bonita

02.01.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sinopse do Teatro Aberto é significativa: "Rui gosta de Xana tal como ela é, mas Xana gostava que ele a achasse bonita. Daniel não resiste a uma bela rapariga e Carla queixa-se de ser demasiado atraente. Será a aparência assim tão importante? Para se ter amor-próprio, conquistar o amor de alguém, obter sucesso, ser feliz? Numa roda-viva de encontros e desencontros, verdades e mentiras, discute-se o ser e o parecer e o que se procura nesta vida, porque há razões, muitas razões, para uma pessoa querer ser bonita."

 

 

"Há muitas razões para uma pessoa querer ser bonita" é um texto de Neil LaBute. Para quem está habituado aos clássicos ou aos textos mais profundos e exigentes usados pelos teatros independentes, esta peça, que trata a actualidade, surprende pela linguagem cheia de palavrões e pela crítica cortante. É um texto que nos põe a pensar.

 

A encenação de João Lourenço está adequada e recorre à realização vídeo e aos jogos de luzes. Gostei dos quatro excelentes actores: Ana Guiomar, Jorge Corrula, Sara Prata e Tomás Alves.