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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

à volta do dual, do vocacional e de outras coisas mais

16.12.12

 

 

 

 

 

São muitos os que acusam a Alemanha de proteger as suas industrias do comércio livre e da globalização e que tal protecção não se verificou nas actividades industriais do países da Europa do Sul. Está comprovada a acusação, mas tem atenuantes. Por exemplo, a queda do muro de Berlim e a "anexação" da RDA que garantiu à então RFA um justo tempo de reconstrução.


Vem isto a propósito de duas ideias recentes que invadiram o nosso sistema escolar: a procura de engenheiros portugueses, em números muito elevados, por parte da Alemanha e penso que também da Holanda e a liderança destes dois países nos sistemas dual, vocacional e secundário profissionalizante e que envolvem os liderados da Europa do Sul.


Tenho estado à volta do relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", registei alguns fenómenos que podem dar que pensar e que podem indicar uma qualquer repetição da História.


Como se pode ver no gráfico seguinte, a Alemanha regista uma "estranha" estagnação no nível tertiary (grosso modo, um ensino pós-secundário, ou mesmo secundário, profissionalizante) e está num patamar semelhante a Portugal quando se anuncia uma reindustrialização.


 





Talvez ainda mais interessante, será analisar a expectativa dos jovens com 15 anos em relação às carreiras que querem seguir. Se a Alemanha oferece emprego aos nossos presentes e futuros engenheiros, a Holanda parece ter as mesmas preocupação e acrescenta-a com a procura de profissionais de saúde.

 

 



do frenesi

16.12.12

 

 

 

 

 

 

A banca está a armazenar quantias astronómicas à custa das classes média e baixa e até a coincidência numérica de 4 mil milhões entre a "refundação" e a injecção no BPN dá vontade de sei lá o quê.

 

Reindustrializar e monitorizar a banca são as palavras mais usadas para a chuva de milhões que se adivinha. Faz lembrar a anterior saída do FMI de Portugal, em meados da década de oitenta do século passado, em que o populista e antipolítico Cavaco Silva chegou ao poder rodeado por uma seita de gananciosos que tratou de se apoderar da chuva de milhões que correspondeu à entrada na Comunidade Europeia.

 

Não aguentaremos outra escalada de corrupção. O que resta da consciência democrática no poder formal faz com que o Público puxe para a primeira página o temor com outra bolha.

 

Percebe-se o frenesi-de-privatização à volta do orçamento do sistema escolar. São muitos milhões e nem a Educação escapa. Parece que o Governo português apresentará, dentro de cinco meses em Bruxelas, as propostas financeiras para o Quadro Comunitário de Apoio de 2014 a 2020, que será sensivelmente igual ao anterior e que privilegiará a formação das pessoas. Dá ideia que a corrupção tem qualquer coisa de congénito.

o público voltou a errar

16.12.12

 

 

 

uma vez o Público errou em matéria de Educação e a coisa repetiu-se.

 

Na notícia que diz que a despesa em educação em percentagem do PIB será a menor da União Europeia, também se escreve que "(...)O PÚBLICO questionou o MEC sobre esta diferença e também sobre o universo de comparação que está na base do cálculo das reduções previstas para 2012, mas não obteve respostas.(...)". Ora aí está o erro.

 

Quem tem de responder a estas coisas é quem manda politicamente e que vai de Relvas a Gaspar. Haverá um ou outro ministro com presença política, parece que na saúde é assim, mas no caso da Educação dá ideia que se limitam a um corropio de pequenas vaidades e de propagandas.

a sério que não usei photoshop para o indicador b4

16.12.12

 

 

 

 

Portugal foi apagado do Indicator B4 no relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", que tem quase 600 páginas e 31 indicadores. Pode ter-me escapado outro ajustamento (tenho quase a certeza que não), mas alguma coisa se terá passado para só termos sido eliminados neste indicador e que apura os números financeiros referentes aos patamares de investimento (central, regional e local).

 

São números de 2009. Foi um momento sobreaquecido e com campanhas eleitorais à mistura. É evidente que há sempre a nossa balbúrdia na organização do Estado. Sem dúvida. Mas foi também nessa altura que uma "iluminação" fez com que o MEC baixasse o financiamento às turmas das cooperativas de ensino de 114000 euros para 80000 euros e que mesmo assim ficavam 10000 euros mais caras do que 70% das turmas das escolas do Estado.

 

Às tantas, alguém foi taxativo: se querem entrar nestes estudos, ao menos arrumem lá a casa em relação à corrupção mais evidente. Se em relação ao financiamento a privados-encostados algo se fez (embora o tal de Crato, ou alguém que mande mesmo, tenha atenuado o "desconforto"), no que se refere à organização administrativa a nomeação de Relvas é realmente estratosférica e tem um desplante que se confirma na ideia da figura supramunicipal em plena bancarrota.

 

 

 

blogues 2012

16.12.12

 

 

 

 

 

 

 

 

Os organizadores do concurso "Blogs do ano 2012", promovido pelo blogue Aventar, informaram-me que o Correntes estava inscrito na rubrica Educação. Agradeço a quem o inscreveu, mas já tinha decidido, e de acordo com a ética republicana que há muito pratico, não participar na edição de 2012 uma vez que o Correntes tinha ficado em primeiro lugar na edição de 2011.

 

Já informei os editores do Aventar da decisão e desejo-lhes os maiores sucessos para a iniciativa.