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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

este país não é para professores

15.12.12

 

 

 

 

Os Governos portugueses dos últimos anos declararam guerra aos professores portugueses e em particular aos que têm mais de 50 anos. O relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", demonstra que só a Indonésia, o Brazil e a Korea têm menos professores com 50 ou mais anos de idade no nível de ensino indicado e é interessante analisar o que se passa nos outros grupos etários. São dados de 2010 com referência a 2009. Com a "fuga" em curso provocada para os professores mais experientes, não tarda e nem os três países referidos conseguem acompanhar as epifanias dos nossos descomplexados competitivos.

 

 

 

é geral

15.12.12

 

 

 

 

 

 

A nossa liderança europeia no que se refere ao número de horas lectivas dos professores é nos diversos ciclos, segundo o relatório da OCDE, "Education at a Glance 2012".

 

Os dados são de 2010 com referência a 2009. Em 2012 deveremos estar a caminho do topo mundial e se a tendência-relvas prevalecer seremos candidatos à vida em Mercúrio.

 

 

 

o pessoal do expresso anda a tomar coisas?

15.12.12

 

 

 

 

Passei pelo Expresso Online e dei com uma notícia, que é desenvolvida na edição impressa, que diz que os professores portugueses são dos que têm mais horas de aulas nos países europeus e segundo um estudo da OCDE.

 

Alguma coisa aconteceu em relação à linha editorial dos últimos anos que foi sempre a "bater" nos professores. É da época natalícia, alguém se distraiu ou o consumo de coisas psicadélicas regressou em força?

 

"Em toda a Europa e mesmo no espaço mais alargado da OCDE, os professores portugueses são dos que dão mais horas de aulas, segundo o relatório Education at a Glance 2012.

Com o Governo a comprometer-se a cortar quatro mil milhões de euros na despesa do Estado e a Educação a ter de assegurar uma contribuição significativa nesse esforço, a questão do horário de trabalho passou a estar na ordem do dia.

Lá fora, há mais tempo para preparar as aulas, apoiar alunos e outras tarefas."


Anexo um dos gráficos do relatório, para que não fiquem duvidas sobre a nossa liderança na matéria e para desgosto dos descomplexados competitivos dominados pela-tendência-relvas.

 

 

 

 

o caso gps - ige esteve nas caldas

15.12.12

 

 

 

 

 

 

É muito interessante a peça da Gazeta das Caldas. Para além de alguns pormenores sobre a presença da IGE, publica uma posição dos professores bibliotecários dos concelhos de Caldas da Rainha e de Óbidos através de uma carta dirigida à coordenadora da rede nacional de bibliotecas escolares. O que se vai evidenciando é que, para além das importantes acções do movimento "Em defesa da escola pública do oeste", a comunidade educativa vai relatando casos sobre casos.

 

Inspecção Geral da Educação esteve nas Caldas para investigar grupo GPS

 

"(...)Professores bibliotecários referem “situação anómala”.


A polémica em torno do favorecimento dos colégios privados está, porém, a ganhar maior dimensão. Agora foi a vez de os professores bibliotecários das escolas das Caldas e de Óbidos contestarem a atribuição de fundos públicos para as bibliotecas das escolas privadas.
Numa carta dirigida à coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Teresa Calçada e assinada pelos dez professores bibliotecários das Caldas da Rainha e de Óbidos, estes manifestam a sua “perplexidade perante a situação anómala passada no colégio Rainha D. Leonor”.
O documento a que a Gazeta das Caldas teve acesso é assinado por professores das bibliotecas da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro e agrupamentos de escolas Raul Proença, Josefa d’Óbidos, Santa Catarina e D. João II. Refere que aquele colégio com contrato de associação passou a integrar a rede de bibliotecas escolares em 2009 e que, nesse contexto, tinha um conjunto de obrigações a cumprir, mas que não o fez.
Os professores bibliotecários referem que no ano passado a professora do Colégio Rainha D. Leonor designada para a biblioteca tinha apenas quatro horas semanais para desempenhar o cargo, ao invés do tempo inteiro previsto na legislação. Já este ano o colégio não se fez representar nas reuniões de partilha e Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares porque, de acordo com a coordenadora interconcelhia, “aquela escola não designara ninguém para a função de professor bibliotecário”. Os docentes desconhecem mesmo se a biblioteca estará a funcionar, apesar de ter recebido verbas do erário público (cinco mil euros) para o seu fundo documental.
A lógica subjacente à celebração destes protocolos por parte do Ministério da Educação e Ciência, que deveria ser de complementaridade e não de concorrência, levou o grupo parlamentar do PS na Assembleia da República a requerer uma audição ao ministro da Educação, Nuno Crato.
Os deputados socialistas querem um esclarecimento no seguimento das diversas denúncias que têm chegado da parte de docentes, alunos ou encarregados de educação, que falam da “existência de uma rede escolar que  subaproveita a capacidade das escolas públicas, não acontecendo o mesmo com os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contratos de associação".