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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

insistir

14.12.12

 

 

 

 

 

 

 

Temos a dívida, o défice, os fluxos migratórios, a natalidade, o estado social, a esperança de vida, e sabemos que tudo isso sobreaquece o ambiente económico. Mas também percebemos que se transferiu, com cortes nos salários, nos subsídios e nas prestações sociais, a maior quantia da história das classes média e baixa para a alta.

 

A banca europeia, e por simpatia o poder político que governa, acumulou recursos financeiros astronómicos e precisa de os lançar na economia. Os indicadores não mentem: a industria financeira foi a única com sinal positivo, até em Portugal; e que sinal. É por isso que tanto se fala em reindustrializar e em monitorizar a banca, com medo que a ganância nos empurre para uma nova bolha com resultados ainda mais catastróficos. O problema maior está na escolha das áreas de investimento.

 

Nesta luta sem tréguas, existem dois blocos. Os que pretendem perpetuar o saque e os que defendem a democracia. Este maniqueísmo também se arrasta ao sistema escolar português.

 

Os primeiros não descansam enquanto não depauperarem de vez a escola pública para a entregarem ao mundo dos maus negócios e estão representados num Governo em que os dirigentes do MEC são uma espécie de carapaus no meio de tubarões.

 

Os segundos estão sem norte e restam umas franjas de resistentes algo destemidos.

 

Pode ser que a história nos volte a surpreender, por muito desigual que seja esta batalha.

o caso gps - informação adicional (2)

14.12.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A reportagem de investigação jornalística "dinheiros público, vícios privados" vai proporcionando a revisitação histórica de processos relacionados com o cerne da questão.

 

Nas Caldas da Rainha, há muito que se escreve sobre o assunto. O portal-jornal da região oeste, o Oeste Online, tem uma peça interessante de 25 de Maio de 2005 com destaque para um detalhe não aprofundado na peça da TVI.

 

É necessário conhecer bem a rede escolar deste concelho para se entender as variáveis em causa. Por exemplo, os colégios foram inaugurados em 2005 e não em 2007 e, conforme consta da célebre reportagem, receberam matrículas antes de estarem edificados.

 

Por outro lado, tem-se falado bastante na sobrelotação das escolas do Estado. Esse pormenor carece de rigor. A sobrelotação circunscrevia-se ao 2º ciclo de escolaridade e estava adjudicada uma escola EB 2, 3 ou EBI 1, 2, 3 que foi cancelada pouco tempo antes da decisão de se construirem dois colégios da cooperativa GPS (um na mesma zona da escola não construída), conforme relata a notícia. Nunca se equacionou a necessidade de alargar a oferta no ensino secundário.

 

 

A funcionar no próximo ano lectivo - dois novos colégios em construção nas Caldas

 

 

 

"(...)O Colégio D. Leonor vai ficar junto ao complexo desportivo, no terreno para onde estava prevista uma escola 2, 3 a construir pelo Estado. Como este projecto nunca chegou a ser concretizado, a Câmara das Caldas vendeu o terreno à GPS por 50 mil euros para ali ser edificada a escola privada e vai procurar outro terreno para a escola pública porque irá continuar a ser necessária. O edifício da escola nas Caldas terá 42 salas de aula.

A autarquia vendeu também um terreno em A-dos-Francos por 20 mil euros, depois de ter insistido com a GPS em construir este segundo colégio. Os negócios foram aprovados em Assembleia Municipal. Este colégio terá três blocos, um deles com três pisos e os outros com dois pisos, com 36 salas de aula.

Está também previsto que no futuro sejam construídos pavilhões gimnodesportivos, mas as escolas vão abrir sem este equipamento. A GPS espera que a autarquia venha a apoiar a sua construção.(...)".