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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

desagreguem-se

10.12.12

 

 

 

Um dos mega-agrupamentos mais badalados por dispor dos maiores aumentos de escala e de massa crítica do mundo conhecido, parece que entrou em desagregação. Implodiu, digamos assim e ao que me parece. É um faz e desfaz à velocidade da luz. Previsível, se me permitem. Situa-se aqui bem perto, um pouco mais a norte, e nem sei se servirá de lição para os achamentos em curso.  

 

Nem se trata apenas de agregar 2, 3 ou 4 escolas com tipologia-sede, o que está em causa é o modelo de gestão e a lógica centralista que acentua. Por incrível que pareça, a maioria das escolas está a perder capacidade de decisão e a ver esfumar-se o decisivo critério de proximidade.

 

Também parece que os novos desenhos de agregações obedecem à lógica partidária. Em concelhos dominados pela maioria que governa, os critérios garantirão a manutenção de lugarzinhos e valerá tudo na divisão territorial. É, diga-se, um fenómeno antigo e que tem dilacerado a cultura organizacional das escolas.

das ingenuidades e das agendas escondidas

10.12.12

 

 

 

 

 

 

Li, em Bertrand Russel, aproximadamente o seguinte: sempre que um grupo não consegue o seu objectivo imediato, projecta a frustração em alguém que classifica como ingénuo; em regra, esse alguém ocupa a posição de seguido-não-controlável que alguns membros do grupo desejam para si e que nunca realizam.


Também é comum classificarem como agenda escondida os silêncios dos seguidos-não-controláveis.

 

Pelo que se vai confirmando, os últimos Governos é que não estão cá com coisas.

dos privados e dos rankings

10.12.12

 

 

 

 

 

Vi a abordagem de Marcelo Rebelo de Sousa à reportagem da TVI, "dinheiros públicos, vícios privados". O comentador foi curto e conciso e ficou chocado. Responsabilizou pessoas dos partidos que têm governado e disse uma coisa acertada e outra nem tanto: as cooperativas não são todas iguais e os rankings demonstram que algumas são óptimas.

 

É evidente que um qualquer Colégio de Nossa Senhora da Boavista (espero que não exista e escolhi uma zona favorecida da cidade do Porto) que limite vagas (nem pode ser doutra forma e é por isso que os suecos concluem da segregação social provocada pela escolha da escola) e receba alunos de famílias com posses financeiras e ambição escolar, ocupará os primeiros lugares de qualquer ranking feito com base nos resultados dos alunos. A tradição, a sociedade fraca que somos e o tempo farão com que o estatuto se perpetue.

 

Por mais que se diga que estes rankings colocam uma tripla responsabilidade nos alunos (pela sua avaliação até às décimas, pela do seu professor e pela da sua escola) e que deixam de fora as variáveis organizacionais da instituição (os programas que avaliam tudo isso são caros, exigentes e não convêm aos descomplexados competitivos), o bullshit usa-os e ponto final. Mais parece uma discussão futeboleira e que deveria ser imprópria entre professores. Este ano lá se integrou o nível socioeconómico como factor de ligeira ponderação, mas outras variáveis independentes fundamentais ficaram por incluir. Gostava de ver o pessoal dos "Colégios" pegarem numa escola TEIP, de um bairro mesmo difícil, e erguerem-na.

 

Desde cedo que se percebeu o projecto global da privatização-tout-court-do-sistema-escolar: edificar, também inconstitucionalmente, junto às escolas do Estado, atrair alunos que têm famílias que ajudam aos melhores resultados escolares, contratar professores em regime de amiguismo e com regras que favoreçam a precariedade, construir rankings com base nos resultados dos alunos, ter peões nas decisões da rede escolar e aumentar paulatinamente a fatia recebida do orçamento do Estado.

 


da imprensa local

10.12.12

 

 

 

 

 


Caldas da Rainha no epicentro de reportagem TVI sobre financiamento estatal ao grupo GPS

 

 

"A polémica controvérsia em torno do financiamento do Estado aos colégios privados com contrato de associação – como é o caso dos colégios Rainha D. Leonor e Frei Cristóvão – está longe de chegar ao fim. A denúncia foi feita pelo movimento de professores “Em Defesa da Escola Pública no Oeste”, que refere o favorecimento do Estado a estes colégios do grupo GPS através do encaminhamento de turmas quando há vagas na escola pública.(...)"