Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

e não fez nada?

05.12.12

 

 

 

Tenho estado a ver o vídeo da TVI, "dinheiros públicos, vícios privados", e registei as afirmações de Valter Lemos.

 

Pelo que percebi, o ex-SE chegou ao MEC e deu com alunos matriculados em escolas cooperativas não edificadas e localizadas em zonas que não cumpriam a letra da lei. Deve ter achado estranho e não deve ter concordado com quem tomou a decisão, como me pareceu implícito.

 

Era bom que lhe tivessem perguntado o que é que fez nos anos a fio que se seguiram. Se não fez nada, era também curial que se percebesse o motivo. Já agora, também seria interessante perceber o é que quem esteve pela DRELVT tem a dizer sobre o assunto. Estas pessoas eram tão destemidas a impor CAP´s em escolas do Estado que também teriam à-vontade para agir nessas matérias.

o regresso da luz?

05.12.12

 

 

 

 

Depois do apagão mediático sobre o sistema escolar que parece que foi provocado pela reportagem da TVI, "dinheiros públicos, vícios privados", o Público, que tem derivado da agenda-pró-privado-tout-court, regressa com uma primeira lâmpada.

 

 

Ministério da Educação transfere 206 milhões para privados


"Colégios com contratos de associação, escolas profissionais e associações de pais entre os mais financiados no 1.º semestre de 2012.(...)"

 

 

o caso GPS - informação adicional

05.12.12

 

 

 

 

A emissão da reportagem de investigação jornalística "dinheiros público, vícios privados" vai criando ondas de choque.

 

O caso, pelo menos nas Caldas da Rainha, já é antigo. O portal-jornal da região oeste, o Oeste Online, tem uma peça interessante de 23 de Fevereiro de 2011 em que destaco um detallhe não incluído na peça da TVI.

 

 

"(...)O caso das escolas das Caldas tem uma história mais complexa, tendo em conta que o colégio Rainha D. Leonor foi construído num terreno para onde estava prevista a construção de uma escola 2, 3 pública. A obra chegou a ter verbas inscritas em PIDDAC, mas vários problemas com o projecto e o empreiteiro inviabilizaram a sua construção.(...)"


Grupo GPS - Contratos de associação dos colégios caldenses sobre suspeita


do apagão e das coincidências

05.12.12

 

 

 

 

 

"Cheque-ensino, alargamento dos contratos de associação com cooperativas de ensino, gestão privada das escolas públicas, co-pagamento, propinas, ensino dual, vocacional e profissional realizado por privados, escolaridade gratuita no mundo conhecido e no desconhecido, custo médio por aluno ou por turma convenientemente manipulado, despedimento de mais professores nas escolas públicas, cortes no estado social com predominância para a Educação" e podia ficar por aqui a debitar a agenda mediática dos últimos dias, meses e anos.

 

Desde as primeiras páginas de jornais a especialistas instantâneos em Educação e passando por notícias com títulos que contradiziam o conteúdo, tudo isso se apagou dos sites dos órgãos de comunicação social com imprensa escrita e dos próprios jornais nos últimos dois dias.

 

Por mera coincidência, nas notícias do dia há destaque para o seguinte: Nuno Santos acusa: "É um caso de saneamento político"; Detetadas irregularidades em obras público-privadas; Portugal novamente condenado na Europa por lentidão da justiça; Portugal em 33º no Índice de corrupção, "posição dramática" a nível europeu; Onde andam os corruptos em Portugal?; Portugal em 33º no Índice de corrupção; e por aí fora.

 

 

Adenda: O cronista Daniel Oliveira acendeu uma vela no Expresso e parece que acordou.

da blogosfera - santana castilho

05.12.12

 

 

 

 

 

O ponto 4 duma crónica de Santana Castilho, que também está na edição impressa de hoje do Público, é lapidar.

 

Numa sociedade em que tantos se queixam que a justiça não funciona, há órgãos de comunicação social que ainda fazem jornalismo de investigação que é muitas vezes depreciado por cidadãos que afirmam defender a democracia. Esse tipo de jornalismo nuclear é arriscado e deve merecer um reconhecimento público.

 

O número um e o número dois são zeros

 

"(...)4. Na segunda-feira passada, a jornalista Ana Leal, da TVI, e o jornalista desta casa, José António Cerejo, assinaram serviços cívicos de um género em vias de extinção: jornalismo de investigação. José António Cerejo contou mais uma longa história, em que Passos foi protagonista. Se a juntarmos ao episódio da putativa formação de centenas de técnicos para aeródromos que apenas tinham 10 funcionários, temos mais elementos para perceber o carácter e as tendências comportamentais de quem viria a ser primeiro-ministro de Portugal. Ana Leal, com a coragem própria e a de entrevistados que ouviu, denunciou o escândalo de um mau ensino privado**, que tem que ter consequências. Que já teve consequências. Ficou patente, por omissão de intervenção, pelo menos, a conivência de alguns, com nome: ministro da Educação e Ciência, secretário de Estado da Administração Escolar e inspector-geral da Educação e Ciência. Se não fossem incompetentes, já teriam cerceado a sujeira que Ana Leal denunciou."

pela assembleia municipal

05.12.12

 

 

 

 

 

 

 

 

A Gazeta das Caldas viu assim a Assembleia Municipal das Caldas da Rainha onde se discutiu um tema por iniciativa do movimento "Em defesa da escola pública do oeste":

 

Escola Pública e abastecimento de gasóleo dominaram a última Assembleia Municipal

 

"Cerca de 40 professores marcaram presença na última Assembleia Municipal, de 20 de Novembro, onde o movimento “Em Defesa da Escola Pública no Oeste” deu conta das falhas da rede escolar no concelho e pediu uma reavaliação da sua carta educativa.
Este tema será um dos pontos da ordem de trabalhos de uma próxima reunião, mas antes os elementos do movimento irão reunir com a segunda comissão para analisar o assunto, de modo a obter um parecer para apresentar aos deputados.
Nesta reunião, que começou 45 minutos depois da hora prevista – devido ao jogo de futebol e de uma final de ténis de mesa nas Caldas – também o assunto do abastecimento do gasóleo camarário esteve em discussão, com a oposição a pedir explicações e a apelidar de promíscuas as relações entre a Câmara, o empresário e o PSD.(...)"