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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

na rota dos mercados

02.12.12

 

 

 

A lógica da troca é quase tão antiga como o Homem.

 

Quando a prevalência do negócio se impõe ao funcionamento do mercado, o imperativo da regulação impõe-se.

 

No tempo em que os empresários investiam com os seus recursos ou as habitações só eram construídas por solicitação do cliente, a lógica de negócio era mais transparente. A absorção pela banca de quase 100% do investimento, associado à desregulação dos mercados, criou a "bolha" que comanda a tragédia vigente.

 

Muitos prognosticaram para o século XXI a tentativa de colocar os sistemas escolares na rota dos mercados e do negócio, como resposta à falência noutras áreas. É a isso que assistimos em Portugal e em Espanha e que é mais difícil de concretizar em sociedades civis fortes e com classes médias consolidadas, como ainda acontece em boa parte dos nossos parceiros europeus.

dos direitos

02.12.12

 

 

 

 

 

Estado de excepção é um conceito utilizado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben e inicialmente definido por Carl Schmitt.

Preocupado com as derivações das nossas democracias, que legitimam ideias e práticas típicas das ditaduras, Giorgio Agamben recusou participar numa conferência nos USA para não ter de se sujeitar a passar pelo crivo securitário dos aeroportos. "Está em causa a minha liberdade" - afirmou.


Forte crítico do que se passou em Guantânamo, Giorgio Agamben alerta-nos para um conjunto de fenómenos que podem corroer os alicerces das democracias ocidentais. 

 

(1ª edição em 28 de Maio de 2008)

 

 

 

 

Lembrei-me deste post a propósito dos que remetem os que defendem direitos cívicos, que também passam pelas questões económicas, para o lugar dos líricos despesistas.

 

É bom recordar que foi sempre assim: de perda em perda até à ausência objectiva e subjectiva de direitos e com as justificações monetaristas e do equilíbrio das contas. Também é conhecido um outro resultado: transferência de recursos financeiros das classes média e baixa para a alta.

recuos e desorientações

02.12.12

 

 

 

Passos afasta co-pagamentos no ensino obrigatório

 

 

A desorientação nas políticas para o sistema escolar é patente e a ala-dos-privados-tout-court já não sabe para onde se virar.

 

Os últimos estudos encomendados pelo MEC (e para o ano lectivo 2009/10, porque agora seria ainda mais grave) dizem que o custo médio de 70% das turmas das escolas do Estado (2º e 3º ciclos) é de 70000 euros contra os 85000 euros das cooperativas de ensino (imagine-se o que não deve ter sido de privatização de lucros, uma vez que nos anos anteriores as cooperativas recebiam 115000 euros por turma).

 

É por isso que os mais atentos sublinham a desorientação dos assessores de Passos Coelho e do ponta-de-lança-escolar do partido mais pequeno da coligação.

 

Para "fugirem" ao básico, e sobreviverem, vale tudo: dual, vocacional, politécnico, co-pagamento no secundário (nem deviam saber do alargamento recente do "obrigatório"), IEFP, modelo-notário (a sério que há quem tenha acordado com essa ideia), germanofilia-aguda e por aí fora.

 

Passos e Gaspar andam a exibir, à custa dos professores, um modelo de corte nos funcionário públicos. Já ninguém duvida. Só que até os mais fanáticos da austeridade em curso dizem que já chega de "penas" à custa das escolas do Estado e que é preciso ir aos outros sítios, até onde os aparelhos partidários e o caciquismo dominam.

 

Vamos assistindo.

por quem conhece

02.12.12

 

 

 

 

 

O cronista do Público Vasco Pulido Valente foi deputado pelo PSD e deve conhecer bem os modos de movimentação da máquina. A crónica de ontem é à volta do assunto e tem passagens curiosas.