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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sobre a natureza das coisas

13.11.12

 

 

 

 

 

Tem sido sempre assim: os dos achamentos essenciais do género-Nuno Crato (não restam dúvidas do back to basicis mais retrógrado e estou a pesar bem e não incluo "ajustamentos" financeiros) acrescentam sempre enfoques desesperados na formação de mão-de-obra nas "gorduras" cortadas. É mais uma contradição ideológica dos pseudo-liberais.

 

O abandono escolar das mãos, seja nas artes, nas tecnologias ou demais actividades corporais (que incluem os manga de alpaca modernos e desculpem dito assim, mas é para ser sucinto e para elencar, e evidenciar, que o ler, o escrever e o contar também são feudalizados nos tempos que correm) não salva a maioria silenciosa que não "pensa", nem a legião de operários e de camponeses que só se ouve quando as mãos se tornam bélicas e nem os intelectuais que decretaram, e bem, a mecanização como instrumento feudal. Mas há mais, há ainda os que citarei mais à frente e a quem os dos achamentos essenciais prestam, de forma consciente ou não, vassalagem.

 

Há saídas: há e mal seria se não houvesse. O que falta, se me permitem, é perceber a dignidade das mãos e a sua libertação do estigma da mecanização. Mãos livres. Mas é exactamente o que os promotores dos achamentos essenciais fatalmente não percebem e com isso servem os que Gilles Châtelet (1998:72) escolhe como apontados.

 

 

 

eu, pessoalmente, penso

13.11.12

 

 

 

 

Só ao fim da noite vi o discurso de arrepiante servilismo de Passos Coelho em relação a Merkel. Senti vergonha (nem sei se devia sentir, mas enfim) e o "eu, pessoalmente, penso" foi o menos mau por incrível que possa parecer. Perdoa-se: foi tanta a subserviência que o advérbio veio do inconsciente e como certificação de que quem "pensa, pessoalmente, existe".