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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

1 para 1

05.11.12

 

 

 

 

A quebra da natalidade associada ao aumento da esperança de vida cria problemas ao sistema de pensões. A variável agrava-se porque recebemos menos imigrantes, estimulamos a emigração dos jovens adultos e a economia decresce. Há especialistas que não concordam: argumentam que a produtividade dos tempos anteriores (2 pessoas activas para 1 com pensão) é inferior à actual e à futura (1,5 para 1 ou mesmo 1 para 1).

 

Mesmo que se considerem os argumentos mais pessimistas, o que não compreendo mesmo é a fórmula que leva alguns a dizerem que os privados conseguirão pagar o que hoje é público e que as pessoas activas devem repartir os descontos com o sector privado. A não ser que liguem as máquinas de produzir dinheiro que passam a vida a contestar ou que saibam o mesmo que os mais optimistas e não lhes convenha dizer por razões ideológicas e afins. Cá para mim é mais uma chico-espertice.

20 de novembro na assembleia municipal

05.11.12

 

 

 

 

A comissão de representantes do movimento "Em defesa da escola pública do oeste" vai desenvolvendo um conjunto importante de acções. A próxima reunião da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha será no dia 20 deste mês às 21h00 e já foi feita a inscrição para a intervenção do movimento. No facebook do movimento encontra um texto da Manuela Silveira que colo de seguida.

 

"Caros colegas,

Como foi oportunamente divulgado, a comissão de representantes do movimento “Em Defesa da Escola Pública no Oeste” já apresentou à autarquia a preocupação (e indignação) dos professores das escolas públicas do concelho das Caldas da Rainha com a situação a que chegou a rede escolar deste concelho: um encaminhamento de alunos para dois colégios privados com contrato de associação que conduz à significativa redução do número de turmas nas escolas públicas e ao alarmante número de professores com horário zero, para além da não contratação de professores. Temos apresentado a questão de forma a envolver não só uma classe profissional, mas todos os cidadãos e contribuintes. Em Caldas da Rainha mantêm-se os contratos de associação com dois colégios privados apesar de haver vagas para os alunos nas escolas públicas. Ou seja, os responsáveis pela organização da rede escolar deste concelho, contra a legislação que está na base dos contratos de associação e em prejuízo do interesse público, continuam a optar pela subutilização da oferta pública e pelo favorecimento de interesses privados, mantendo uma situação de duplicação de despesa e, portanto, de desperdício de dinheiro público. 
Porque afirmamos e defendemos os princípios da Escola Pública, não podemos deixar de continuar a lutar para que ela não saia em ruínas deste processo de “refundação”das funções do Estado a coberto da exigência de uma austeridade que se aplica às escolas da rede pública, mas deixa intocáveis as do privado (do privado ancorado no Estado, entenda-se). Nada nos pode levar a acreditar que os problemas que nos mobilizaram no final do ano lectivo anterior ficaram resolvidos, muito pelo contrário. Em Caldas da Rainha, no entanto, a situação poderá não ser tão grave se conseguirmos a redução significativa do número de turmas contratualizadas com os dois colégios, exigindo que se esgote a capacidade de resposta das escolas públicas. 
Considerámos, assim, ser fundamental solicitar a intervenção da Assembleia Municipal. 
Como primeiro passo para realizar este objectivo, decidimos expor a situação aos vários partidos políticos. De todos eles ouvimos a afirmação de um compromisso com a Escola Pública e constatámos uma grande receptividade às razões apresentadas. 
Estas reuniões decorreram entre os dias 18 de Outubro e 2 de Novembro e realizaram-se nas sedes dos partidos. Estiveram presentes nas reuniões:

PC (18 de Outubro):

Vítor Fernandes
Ana Rebelo 

PS (19 de Outubro):

Catarina Paramos
Delfim Azevedo
Jorge Sobral
Rui Correia
Sara Velez 
José Carlos Abegão
Manuel Nunes
Jaime Neto

BE (22 de Outubro)

Arnaldo Sarroeira
Lino Romão
Paulo Freitas
Alexandre Cunha 

PSD (25 de Outubro)

Lalanda Ribeiro
Vasco Oliveira
Alberto Reis Pereira
Filomena Rodrigues
Fernanda Machado

CDS (2 de Novembro)

Manuel Isaac
Luís Braz Gil
Duarte Nuno

A sessão da Assembleia Municipal na qual será apresentada e debatida esta questão realizar-se-á a 20 de Novembro. Contamos com a presença de um número significativo de professores das cinco escolas públicas do concelho das Caldas."

3 braços

05.11.12

 

 

 

 

 

Tenho ideia que algumas organizações internacionais existem para criarem empregos interessantes e para defenderem, de forma consciente ou não a máquina faz o que lhe compete, agendas não sujeitas ao sufrágio directo e universal. A presente troika tem três braços e cada vez são em maior número os que consideram que o FMI até é a coisa mais à esquerda.

 

A comissão europeia tem o chefe que se sabe e o banco central europeu não é um enigma ideológico. Pelo que vou percebendo, o FMI é uma espécie de paquiderme com um histórico de falhanços graves e que deve sorrir ou encolher os ombros com as coreografias dos nossos tacticistas que disseram claramente ao que vinham: passar o negócio do estado social para as empresas que os suportam com a força dos dois braços extremamente direitos.

 

A democracia, com os seus defeitos, é o regime mais humano e imperfeito que nos foi dado conhecer e o único que dá garantias à liberdade como o valor fundador e fundamental. É isso que nos cabe defender. O presente esmagamento da jovem classe média é o sinal mais evidente de que a democracia e a liberdade têm um longo caminho a percorrer.