Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do custo médio ao aquecimento global

29.10.12

 

 

 

 

O oxigénio governativo com as jornadas parlamentares do fim-de-semana durou pouco tempo. Um deputado do CDS disse que votará contra o orçamento e Marcelo Rebelo de Sousa considerou a ideia de refundação um erro monumental.

 

O que parece não escapar à tal refundação é o sistema escolar. O ex-ministro Roberto Carneiro vem advogar a intenção, mas a notícia da Lusa parece um bocado baralhada. No parágrafo em que "(...)O antigo ministro da Educação chamou ainda a atenção para um relatório recente do Tribunal de Contas que mostrou que o custo por aluno é muito maior no ensino público do que no privado.(...)" o linque indicado é taxativo e contraria Roberto Carneiro:"(...)O custo médio por aluno nas escolas públicas estava, em 2009/2010, nos 4415 euros. Nos colégios com contratos de associação situava-se nos 4522 euros.(...)". É ainda estranho que o ex-ministro omita que o Tribunal de Contas considera o relatório desactualizado.

 

O indicador custo médio por aluno é interessante para se perceber o óbvio: os investimentos não caem do céu. Só quase isso. São tantas as variáveis independentes em estudo, que uma discussão séria num país avançado não devia cair neste jogo de interesses inconfessáveis e de lobbies. O sistema escolar merece mais e melhor.

da destruição

29.10.12

 

 


É difícil criar um emprego sustentável fora do sector público e era ainda mais meritório quando os empresários recorriam a capitais próprios. Nas últimas décadas, a banca assumiu cerca de 95% da capitalização e a responsabilidade diluiu-se. Os gestores conseguiram ser pagos a preços proibitivos e a sustentabilidade das empresas foi-se fazendo à custa da precariedade dos empregos. Dir-se-á que o crescimento demográfico assim o exigiu. Contudo, o que se comprova é que a ganância e a desregulação deram as mãos e criaram dívidas privadas que quase duplicaram as do sector público.

 

Os defensores da diluição da responsabilidade na sustentabilidade dos empregos foram derrotados. Resta-nos esperar que o modelo em curso seja ajustado sem que a tragédia faça lei.

 

Perto de 650 mil empregos destruídos em cinco anos

 

"A economia portuguesa terá destruído perto de 650 mil empregos em cinco anos, de 2008 a 2013. Deste total, 428 mil foram destruídos desde que o País pediu resgate."

no seu esplendor

29.10.12

 

 

 


Maria de Lurdes Rodrigues, a CEO da FLAD, disse à Agência Lusa, e a propósito da conferência "portugal e o holocausto - aprender com o passado, ensinar para o futuro", "(...)que o holocausto não deve ser matéria curricular(...)".

 

Quando penso nas causas que nos levaram à bancarrota, nunca me esqueço das nomeações deste género. A ex-ministra foi contemplada com a administração de uma das dez mais influentes organizações portuguesas no mundo depois duma passagem desastrosa pelo Governo e que o mainstream que vive na estratosfera das benesses ilimitadas não se cansa de aplaudir.

 

Maria de Lurdes Rodrigues tinha tanto de desconhecedora como de atrevida, como se sabe. No artigo que linquei tem algumas pérolas, com destaque para as seguintes afirmações: "(...)"não se deve ceder à tentação de transformar estas questões em matérias curriculares, devem ser tratadas no espaço de desenvolvimento da cidadania ou de projetos, de uma forma muito criativa e interdisciplinar, envolvendo os professores das áreas de Educação Tecnológica, História ou Geografia".(...)"