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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

estranhas relações

28.10.12

 

 

 

A propósito do post, "O Lobby", do Paulo Guinote, em que se perecebe que um grupo de pessoas afectas às cooperativas de ensino "inundariam" o programa de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, fiquei atento à conversa com Judite de Sousa. E logo no início a questão foi abordada.

 

Já uma vez confessei por aqui que o célebre analista político nem sempre estuda, naturalmente, os assuntos, mas que não se coíbe de dar a sua opinião e não raramente inverte a intenção dos perguntadores; e confirmou-se.

 

Ao contrário da intenção do tal lobby, Marcelo Rebelo do Sousa afirmou que o custo por aluno é inferior nas escolas públicas se comparado com as cooperativas de ensino (nem sei se se enganou, mas foi o que afirmou), mas disse mais: nas escolas mesmo privadas, com pagamento de propinas, os custos são cerca de metade das escolas das cooperativas de ensino.

 

Para além de ter referido a polémica despesa da parque-escolar-sa e as diferenças regionais que o relatório do Tribunal de Contas evidencia, o comentador disse que oportunamente voltará ao assunto e Judite de Sousa acentuou essa necessidade com o seguinte sublinhado: é bom que se perceba para onde vai o dinheiro dos contribuintes.

das reais alternativas

28.10.12

 

 

 

 

Parece que a troika aconselhou o Governo a generalizar o POC (Plano Oficial de Contabilidade) para atenuar os males da despesa. Concordo com os estrangeiros que nos fiscalizam. É tempo de abolir por lei o registo unigráfico e dar lugar ao digráfico. Ou seja, as instituições deixam de registar as despesas apenas quando as pagam (unigráfica), mas contabilizam-nas quando as decidem e quando as liquidam (digráfica).

 

Se os forasteiros não o fossem, aconselhariam outro procedimento ainda mais simples e eficaz. Todas as instituições financiadas pelo erário público (e por que não as privadas também?) teriam de publicar as despesas e receitas (com as respectivas datas, beneficiários e demais dados pertinentes) e respectivos movimentos bancários em tempo real, ou com um limite máximo de 30 dias, nos locais de estilo (sítios na internet). A não execução deste procedimento implicaria a imediata perda de mandato e a instauração de um processo disciplinar.

 

Como não se acredita que ainda haja contabilidade sem bases de dados digitais, a publicação destes dados está à distância de um clique e a leitura apenas requer um link num vulgar site para acolher uma exportação com um "peso" ínfimo para os tempos que correm desde o século passado.

saber, sabiam

28.10.12

 

 

 

 

 

 



"Assemelham-se a um grupo de assaltantes de uma caixa forte de um banco que tentam tirar o mais possível até que a certa chegada das autoridades aconteça", foi a resposta de Jacques Attali à pergunta: mas dirigentes tão bem pagos não sabiam o que se ia passar? Sim, sabiam, disse ainda o especialista, mas a ganância foi mais forte.