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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

em aceleração

25.10.12

 

 

 

 

 

 

As nossas instituições públicas, com os novos modelos organizacionais e de selecção de pessoas que as terraplenam e que permitem aspirações "impensáveis", deslegitimam-se em passo acelerado.

 

Não admira que José Castelo Branco aspire a edil de Sintra (foi assim que a Itália abriu portas à berlusconização fatal) e não tarda que um perfil semelhante acolha do legislador créditos para a gestão escolar.

aprecio e aplaudo

25.10.12

 

 

 

 

 

Não sou bloquista, mas aprecio e aplaudo o exercício de Francisco Louçã e a forma como deixou de ser deputado: pelo seu pé, dando um verdadeiro exemplo de desprendimento republicano que não pode ficar apenas pelo importante "abandono" do lugar, e abdicando de benesses ilimitadas.

 

Gostei de ler isto: "Mas também vos digo, para que não me perguntem nunca mais nestes tempos cinzentos, que saio exactamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma".

 

Já se sabe que haverá quem lhe chame demagogo, antiquado, populista, perigoso radical e por aí fora. Há constantes que sempre se observam: a coluna vertebral é a verdadeira prestação de contas que o tempo se encarrega de colocar no lugar devido.

do lume brando

25.10.12

 

 

 

 

 

O lume brando a que os modelos neotayloristas, como o da avaliação de professores, sujeitavam os seus destinatários, fazia parte do metabolismo pré-negocial das centrais sindicais e dos partidos políticos do passado - as massas ficavam sempre prontas a protestar -. 

 

O problema é que os tempos recentes desnudaram a hipocrisia e o cinismo e não raramente os seus autores foram apanhados em situações de flagrante e juvenil embaraço. E é bom que se diga que estávamos a lidar com situações requintadas que maltrataram as relações profissionais num nível inédito.

 

Assistimos a um de virar de página.

 

Não haja ilusões. Como dizem Taylor e Saarinencriou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida. Dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?".

cristalizada

25.10.12

 

 

 

 

 

 

 

“Para isso é preciso partir da experiência, não daquela que se confunde com o precipitado do “real” na memória dos indivíduos, mas da experiência que está cristalizada no estado de coisas existentes.”

 


 

Miranda, J. (1997:32).

Política e modernidade. Linguagem e violência

na cultura contemporânea.

Lisboa: Edições Colibri