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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

o mundo na sala de aula

23.10.12

 

 

 

 

 

 

Gravei o debate presidencial norte-americano desta madrugada e vi-o há pouco. A política externa era o mote e a Europa esteve ausente. Obama esteve melhor que Romney e espero que seja reeleito.

 

O mais curioso aconteceu a meio da interessante conversa. Romney tentou levar o debate para a economia doméstica e a Educação veio à tona. Obama defendeu o programa em curso, advogou a contratação de mais profissionais e declarou que conversa muito com professores. Diz que concluiu, ao contrário de Romney, que a redução do número de alunos por turma é determinante. O republicano passou à frente. Foi pena.

 

Desfez-se o enigma. Os achamentos de Nuno Crato devem ser inspirados nos empirismos de Romney que, espera-se, venham a ser publicados.

as ppp's do sistema escolar

23.10.12

 

 

 

 

Parece decidido que os professores das escolas das cooperativas de ensino vão concorrer às escolas do Estado na mesma posição concursal e com as mesmas regras de contagem do tempo de serviço do que os professores das escolas do Estado. Para além de todas as outras questões, há uma perplexidade que se coloca de imediato: e os professores das escolas do Estado vão concorrer às escolas das cooperativas de ensino?

 

Em alguns casos o procedimento seria simples e cumpria o "espirito local" tão do agrado de uns quantos: bastava deslocar os professores com horário zero para a escola ao lado e poupava-se mais um achamento a Nuno Crato quando exemplifica que há um professor de matemática a mais em Bragança e falta um em Beja.

 

É bom que se clarifiquem conceitos.

 

Há escolas públicas geridas pelo Estado (EPGE) e outras geridas pelas cooperativas (EPGC). Nas primeiras os professores são colocados por concursos públicos nacionais e nas segundas por decisão não escrutinada das administrações das cooperativas. Há quem diga que não é justo que quem fez percursos concursais tão diferentes seja colocado em situação de igualdade.

 

Também se percebe a inevitável asfixia financeira das EPGC, nomeadamente onde, e ao contrário da lei, têm turmas com vagas em EPGE da mesma área geográfica. O absurdo começa a ser indisfarçável.

 

É natural que as EPGC queiram "partilhar" os professores com remunerações mais elevadas para reduzirem a folha salarial, essa vontade encontra eco no legislador da mesma forma que os grandes escritórios de advogados que assessoravam as construtoras do regime e a banca mainstream se sentiam acolhidos em sede das PPP's. Os resultados são conhecidos.