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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do poeta

19.10.12

 

 

 

 

No seu grave recanto, os jogadores

Deslocam os peões. O tabuleiro

Tem-nos até à alva do altaneiro

Âmbito em que se odeiam duas cores.


Dentro irradiam mágicos rigores

As formas: torre homérica, ligeiro

Cavalo, alta rainha, rei postreiro,

Oblíquo bispo e peões agressores.


Quando os jogadores se houveram ido,

Quando o tempo os tiver já consumido,

Nem por isso terá cessado o rito.


A leste se ateou uma tal guerra

Que hoje se propaga a toda a terra.

Como o outro, este jogo é infinito.



Jorge Luís Borges, 

poemas escolhidos

 

 

 

 

 

 

pois

19.10.12

 

 

 

 

 

 

São já conhecidas as fugas de informação do actual conselho de ministros português e a saga inadmissível começou cedo com os relatos que ridicularizavam o recém-chegado ministro Álvaro.

 

É evidente que desagrada saber que os primeiro-ministro de Espanha e da Grécia, tão populares europeus como o de Portugal, descrevam com detalhe a situação dos seus países e que o bom-aluno-para-além-da-troika-e-já-demasiado-a-prazo se cale. Quem denunciou a coisa, por omissão, foi o presidente da França e não é nada bom sinal.

 

 

Passos Coelho critica Hollande por revelar debates de líderes

 

"(...)"A situação social foi invocada antes de mais pelos países afectados", afirmou Hollande, referindo-se especificamente aos chefes dos Governos de Espanha e Grécia, Mariano Rajoy e Antonis Samaras, e sem fazer qualquer menção a Portugal.(...)"

evitando equívocos

19.10.12

 

 

 

 

Não é boa receita o regresso ao "back to basics" tradicional.

 

 

"Deliberadamente vamos utilizar terminologia clássica, aclarando, desde logo, que "não se trata de advogar ou propôr o regresso a um passado mítico, e muito menos a defender programas mínimos como ler, escrever e contar ou as tendências de "back to basics". Trata-se, pelo contrário, de abrir novas perspectivas que ponham a aprendizagem, no seu sentido mais amplo, no centro das nossas preocupações" (Novoa, 2009, 194). Somamo-nos à exigência de clareza no debate sobre as coisas públicas: "O buraco negro do debate público sobre educação, capaz de absorver e fazer desaparecer qualquer ideia que se aproxime, é hoje a dificuldade em chamar as coisas pelos seus nomes" (Fernando Enguita, 2009, 72)"

 

 

 

 

 

Angel García del Dujo.


La escuela en crisis/Recontrucción del sentido de

la actividad educativa escolar (página 83)

(a tradução é minha)

não, não foram apenas os marcianos

19.10.12

 

 

As imagens são do nosso parlamento e sobre o sistema escolar. Com parlamentares assim só podíamos estar na bancarrota. Há uma dose elevada de culpa na nossa tragédia. Não me admiro que os apoiantes da AD já só desesperem pela queda. Tanta inverdade associada à manipulação nunca dá bom resultado.