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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

tudo aponta(va)

09.10.12

 

 

 

"Depois da desorientação com a TSU, o discurso oficial de austeridade esforça-se por voltar ao único ponto que consegue ser de partida, de percurso e de chegada: os cortes nos do costume e com os professores no lugar cimeiro da fila dos escolhidos.

 

E os professores já estão mais do que avisados do lema rilkeano: estamos irremediavelmente sós."

 

 

O que leu é um conteúdo de um post de 26 de Setembro de 2012.

 

A Fenprof, que já deve ter recebido o que estará em negociação, alerta para o regresso a Julho de 2012 e para a saga dos horários zero e por aí fora. O despedimento colectivo de cerca de 10000 professores pode ter sido apenas um primeiro passo.

 

 

 

editorial (17)

09.10.12

 

 

 

 

 

 

 

Interessa-me mais o conteúdo do que a forma, embora a estética associada à configuração de blogues e de sites não me seja indiferente; bem pelo contrário.

 

Gosto de discutir ideias e não tenho muita paciência para o jogo de ódios e invejas que caracteriza a crise moral em que vivemos (nunca pensei escrever isto sobre uma qualquer actualidade portuguesa) e que se corporiza no totalitarismo das formas, simbologias e insinuações que atravessa as redes sociais e as outras.

 

Há tempos perguntaram-me porque é que "assinava" com o nome completo no virtual e porque é que tinha a fotografia no blogue. Lembrei-me do início da blogosfera e do incómodo que provocava uma opinião mais livre e difícil de controlar. A estratégia de descredibilizacão através da acusação do possível anonimato levou-me ao nome completo e à fotografia no blogue e assim ficou.

 

Nesta altura, o fenómeno "apenas e só a forma" tem outros contornos, manifesta-se muito no email, em telefonemas anónimos e nas mensagens privadas do facebook por parte de autores sem rosto, que exigem uma equilibrada mistura de duas categorias: paciência e indiferença.

até 300%

09.10.12

 

 

 

 

É inadmissível que o FMI tenha errado numa margem que pode chegar aos 300% nos cálculos do impacto da austeridade na economia. No caso português, e que vai para além da troika, os denominados sectores sociais, com os professores como os principais escolhidos, é que pagam tanta impreparação. E ninguém se demite? Nem o consultor Borges?

 

 

FMI reconhece que calculou mal o impacto da austeridade na economia

 

"No relatório em que reviu em baixa as previsões para a economia mundial, o FMI começou a corrigir algumas contas: por cada euro de austeridade, a economia não cai 0,5 euros, mas sim entre 0,9 e 1,7 euros."

estranhei

09.10.12

 

 

 

Quando Vitor Gaspar anunciou o enorme aumento de impostos para o melhor povo do mundo, confesso que estranhei. A base eleitoral da AD, onde navegam muitos dos encostados ao Estado, não lhe perdoaria. Paulo Portas perderia em toda a linha e mesmo Passos Coelho e o ministro das finanças teriam o fim de prazo ainda mais próximo.

 

Nao admira, como escrevi há dias, que os funcionários públicos voltem ao lugar cimeiro dos escolhidos e que os professores comecem a ter de desmontar pela milésima vez a manipulação de números que até já enjoa.

 

De acordo com a notícia e com o quadro apresentado pelo Paulo Guinote, a percentagem dos salários dos professores no orçamento do MEC passou, em dois anos, de 80% para 60% (valores aproximados) e o mainstream continua insatisfeito. Gostava de conhecer a percentagem que consideram ideal e que a justificassem.

dos trabalhos de casa

09.10.12

 

 

 

 

Imagine-se o que seria se um Conselho Local da Educação (sei que são coisas de faz de conta e que a letra da lei está em estado de flagrante inoperância) anunciasse a proibição da marcação de trabalhos de casa e se as justificações dos directores escolares andassem à volta da necessidade de tempo livre para os alunos e da frequência de actividades no domínio das "desprezadas" artes.

 

Tenho ideia que essas decisões seriam consideradas facilitistas, despesistas e próprias de países preguiçosos. Como o que pode ler tem origem na Alemanha, a notícia passou despercebida até para a comunicação social "germanófila".

 

 

Escola alemã proíbe os trabalhos de casa

 

 

"Os alunos da escola Elsa-Brändström, localizada no Estado alemão da Vestefália, vão ter a partir de agora mais tempo livre. Tudo porque o Conselho Escolar decidiu banir os trabalhos de casa das tarefas dos estudantes. 

Segundo a diretora da escola, Brigite Fontein, em declarações a um jornal local, alguns alunos com mais dificuldades podem continuar a receber trabalhos, contudo, «nenhuma criança deve ter o seu tempo livre dominado por tarefas escolares». Os alunos que se encontrem em ano de exames também não serão incluídos nesta iniciativa. 

Esta medida foi implementada na sequência de um aumento da carga horária dos alunos,(,...)pelo que «o tempo livre deve ser aproveitado de outra maneira que não escolar». 

Esta nova medida de não aplicar trabalhos de casa aos alunos será testada durante os próximos dois anos, para verificar os efeitos nos alunos, apreensão de conhecimentos e consequentes notas. 

Segundo os professores e pais, que se mostraram favoráveis a esta iniciativa, desta forma os alunos terão mais tempo para se dedicarem a outras áreas que «têm sido esquecidas, como as artes ou a aprendizagem com instrumentos musicais»."