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Correntes

em busca do pensamento livre

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A Blogosfera e a Discussão das Políticas Educativas em Portugal (2)

17.09.12

 

 

  

Como já foi anunciado, está em preparação um debate aberto a professores e bloggers com o tema "A Blogosfera e a Discussão das Políticas Educativas em Portugal".

 

A ideia passa por debater, a partir de dentro das escolas, uma série de temas com alguma actualidade para a Educação neste arranque do ano lectivo (A Vinculação Extraordinária de Contratados, O Modelo de Gestão Escolar, A Hiper-Burocracia, A Gestão de Expectativas na Classe Docente, Autonomia e Centralismo, Gestão do Currículo), que se procurarão tratar de forma articulada.

 

O encontro vai realizar-se no dia 6 de Outubro, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, com duas sessões pela manhã e duas à tarde.

 

As sessões serão dinamizadas por um ou dois dos organizadores e estão abertas à participação mais activa (com comunicação) ou passiva (assistência e debate posterior).

 

Terão um moderador e 2 a 3 oradores convidados ou que se venham a inscrever com esse objectivo.

O plano quase final das sessões será apresentado no final desta semana.


A inscrição deve ser feita directamente aqui com os seguintes elementos:

  • Nome, Escola de colocação, Nível de ensino, Situação profissional, Mail/Tmóvel, Blogue/url.

A inscrição deve ser feita até ao dia 30 de Setembro por razões logísticas de reserva do espaço mais adequado, para evitar constrangimentos à última hora.

 

Para além dos organizadores está já confirmada a participação nas sessões de César Israel Paulo (ANVPC), Mário Carneiro (blogue O Estado da Educação e do Resto), José Alberto Rodrigues (APEVT), Jorge Costa (peticionário ao parlamento europeu), Luís Braga (blogue Visto da Província e Agrupamento de Escolas de Darque), Miguel Reis (MEP, Grupo de Protesto dos Professores Contratados e Desempregados) e Ricardo Silva (APEDE).

há 15 anos

17.09.12

 

 

O pluralismo em Portugal joga-se no arco do poder e existe um sectarismo institucional que afasta quem se situa fora do círculo. Os resultados não favorecem a equação.

 

O fanatismo ideológico leva a que, por exemplo, Paulo Portas tenha, tragicamente, o país na mão e o seu falecido irmão jamais seria convidado para um Governo por ser um perigoso radical. Lembro-me do debate político à volta do euro e recebi, cortesia da Isabel Silva, uma passagem muito interessante.

 

«A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.
A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»

Carlos Carvalhas, Secretário-geral do PCP — «Interpelação do PCP sobre a Moeda Única», 1997

dos nomes e dos dogmas

17.09.12

 

 

 

Um comentário a este post de Fevereiro de 2010, recordou-me como a manipulação de uns quantos pode dilacerar a vida de muitos. Não é fácil combater os dogmas e é ainda mais difícil ter a coragem para usar os nomes que o bom senso indica.

 

Fui reler a entrevista inserida no post e trouxe a resposta de Christophe Dejours à última pergunta. É evidente que a avaliação individual no desempenho organizacional é o subterfúgio da desmobilização, da não cooperação e da ausência de liderança.

 

 

"(...) O que fizeram? 
Abandonaram a avaliação individual – aliás, esses patrões estavam totalmente fartos dela. Durante um encontro que tive com o presidente de uma das empresas, ele confessou-me, após um longo momento de reflexão, que o que mais odiava no seu trabalho era ter de fazer a avaliação dos seus subordinados e que essa era a altura mais infernal do ano. Surpreendente, não? E a razão que me deu foi que a avaliação individual não ajuda a resolver os problemas da empresa. Pelo contrário, agrava-os. (...)."




Já usei parte deste texto noutro post.