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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a descer

10.09.12

 

 

 

Francamente: tropeçamos em tantos casos de clientelismo e de má despesa pública que admiro-me com a revolta silenciosa da população. Sempre notei uma inundação de comportamentos destes, mas surpreendem-me ainda mais numa fase de bancarrota.

 

 

"A Câmara Municipal de Oeiras pagou ao artista Pedro Cabrita Reis 1,25 milhões de euros por uma escultura. Já em Serpa a remodelação da sala de sessões dos Paços do Concelho custou 85 mil euros. "Só as 42 cadeiras que agora estão na sala tiveram um custo total de mais de 37 mil euros". Ou seja, mais de 800 euros por cadeira.
No concelho de Baião em novembro do ano passado foi gasto 150 mil euros por ajuste directo para o arranjo paisagístico da rotunda de entrada na Vila. No final do ano passado, o concelho também desembolsou 606.469 euros na construção de um parque subterrâneo para 70 viaturas. A Vila tem cerca de 2.800 habitantes e o concelho cerca de 20 mil. Em 2010, garantia a TVI, lembra o livro, "um em cada 10 habitantes  recebia o rendimento social de inserção".». Tem o artigo completo aqui.

ou

"As empresas públicas gastaram qualquer coisa como 6,4 milhões de euros com os 224 automóveis atribuídos aos gestores públicos que estão à frente de um universo de 62 empresas. A informação, relativa a 2010, é da responsabilidade da Direção-Geral do Tesouro e das Finanças. Das 63 empresas do sector empresarial do Estado analisadas, totalizaram-se  224 carros para os respetivos conselhos de administração. Mais de metade dos veículos são das marcas Mercedes, BMW e Audi", pode-se ler no Má Despesa Pública.

números a oeste

10.09.12

 

 

O movimento "Em defesa da escola pública no Oeste" nasceu no decurso da contestação aos cortes de Nuno Crat(roika)o e à existência de cooperativas do ensino não superior que incumprem a lei da oferta escolar e que influenciam decisivamente a frequência das escolas do Estado, nomeadamente no concelho das Caldas da Rainha.

 

O colega João Daniel Pereira publicou no facebook os números dos denominados horário zero no Oeste.

 

"(...)levantamento de dados relativo a todo o processo de Ausência de Componente Lectiva. Foram analisados os ficheiros disponíveis na DGAE (ou DGRHE) de docentes indicados para DACL (1 de Agosto), de docentes retirados desse concurso (13 de Agosto), de docentes colocados (31 de Agosto) e de docentes não colocados (31 de Agosto).

Recordo que na primeira listagem (ordenação) de 1 de Agosto, já não constam os nomes dos colegas que foram indicados para DACL (e que foram obrigados a concorrer...), entretanto retirados numa primeira fase pelos directores das suas escolas. Assim, é impossível saber o número exacto de professores que se viram obrigados a concorrer e que passaram por essa humilhação.

É possível saber os dados relativos a cada escola, a cada grupo de recrutamento e a cada concelho da zona Oeste, bem como os relativos a colegas de QZP.


Deixo aqui os totais relativos a cada concelho, tendo em conta a listagem de 1 de Agosto (docentes sem componente lectiva):

Alcobaça: 43.

Alenquer: 42.

Arruda dos Vinhos: 0.

Bombarral: 42.

Cadaval: 24.

Caldas da Rainha: 90.

Lourinhã: 12.

Mafra: 44.

Nazaré: 9.

Óbidos: 7.

Peniche: 37.

Sobral de Monte Agraço: 17.

Torres Vedras: 37.

QZP do Oeste (indicados pelas escolas): 213.

Total de docentes indicados para DACL: 617 (404 de QE e 213 de QZP).

Destaco dois casos: Caldas da Rainha (aceitam-se opiniões para número tão elevado...) e Bombarral (dos 42 indicados, 37 (88,1%) foram retirados do concurso, o que revela, quiçá, algum cuidado a mais (aceitam-se mais opiniões).

Destes 617, um total de 396 (64,2%) foi retirado até 13 de Agosto pelos directores, mantendo-se, assim, 221 (35,8%) em concurso.

Destes 221, 111 foram colocados noutra escola (alguns colegas de QZP até optaram por se mudar para bem longe) e 110 não foram colocados.

São estes 110 colegas que se mantêm em "horário-zero". Ainda assim, um número vergonhoso.(...)"

a loucura das ofertas de escola

10.09.12

 

 

 

Os concursos de professores por oferta de escola são indecentes e os mais incivilizados da Europa e ponto final.

 

Recebi o seguinte email, devidamente identificado: 

 

Bom dia. O Agrupamento de Escolas Manuel da Maia não contatou os contratados, publicitando apenas na sua página a mensagem que segue em anexo. Ao reparar que contrataram um outro candidato menos graduado que eu, procurei as listas na página do Agrupamento e deparei-me com esta realidade. Agora temos de passar a verificar as dezenas/centenas de páginas de escolas para onde concorremos? Talvez não tenha sido escolhida por não ter tido conhecimento da informação acima. Devo reclamar? Para onde? Terei razão?
Obrigado.


O email vem acompanhado da imagem que se segue:






 

 

O Arlindo Ferreira publicou um post sobre o mesmo agrupamento de escolas que diz assim:

 

"Se por um lado pedem para os 10 primeiros enviarem o curriculo para a escola por outro lado colocam os posicionados nos trezentos e tais."





Acrescentei, às 17h07, o vídeo sugerido no comentário da Ana:




como?!

10.09.12

 

 

 

A expressão "fazer mais com menos" também é usada pelo actual ministro da Educação e está a gerar equívocos no jornalismo mais ligeiro. Afirmar que no próximo ano lectivo haverá mais tempo de aulas só é verdadeiro em relação aos professores dos quadros, numa medida que afectará a qualidade do ensino. O que é verdade é que os cortes curriculares provocam uma acentuada diminuição da carga lectiva dos alunos. É só estudar um bocadito. Por consequência, também a expressão de que o próximo ano será mais exigente para os alunos é, no mínimo, precipitadíssima.

 

Novo ano lectivo será mais exigente para alunos e docentes

 

"Fazer mais, com menos. É este o mote do novo ano escolar. Mais tempo de aulas e critérios de avaliação mais rigorosos são apenas algumas das mudanças.(...)"