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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mãos

06.09.12

 

 

Argumentar com critérios pedagógicos decisões que são exclusivamente orçamentais dá sempre mau resultado. É tão óbvia a defesa dos ensinos vocacional e profissional que nessa linha temos de encontrar disciplinas como a educação visual e tecnológica, a educação visual e a educação tecnológica. Quem defende o primeiro caminho não pode eliminar o segundo, como fez o actual Governo, e isso só acontece nas sociedades que se habituaram a denominar de infelizes os que se orgulham de trabalhar com as próprias mãos.

 

Agradar aos especuladores financeiros e desenvolver um sistema escolar moderno e completo é uma impossibilidade. No horizonte dos primeiros, imaginam-se fábricas sem matérias e sem operários. Esses aristocratas do volátil desprezam quem cheira a suor.

não temos solução

06.09.12

 

 

 

 

 

O palavroso e infindável estatuto do aluno levaram-me ao título do post.

 

Não tenho motivos para alterar o post, até está reforçado, de 6 de Junho de 2012 quando o Governo publicou a proposta:

 

Se houve eliminação que me pareceu mais do que óbvia, foi a da dimensão ética no kafkiano modelo de avaliação dos professores. As outras, e com registo imensurável, continuam por lá e darão sinal de vida daqui a uns tempos.

 

A proposta do Governo de estatuto do aluno e da ética escolar recuperou a ciência relativa aos costumes e mudou-a de sítio no universo burocrático.

 

A inspiração pode ter alguma relação com o relatório "Dinheiro, Política, Poder: Riscos de Corrupção na Europa" que conclui que no nosso país a corrupção e a crise andam de mãos dadas.

 

O legislador do MEC pode estar preocupado com os resultados a longo prazo, mas, e como o exemplo vem sempre de cima, sugeria a mudança do nome do país para República Portuguesa e da Ética e deixássemos no estatuto do aluno decisões simples e aplicáveis.

 

Serão poucos os que lerão a palavrosa proposta e os blogues lá vão fazendo o serviço público em forma de resumo. Para além do agravamento de uma série de medidas, algumas associadas às depauperadas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, saliento como positivas as seguintes opções:

 

"(...)Elimina-se o plano individual de trabalho, enquanto se estabelece que o reiterado incumprimento dos deveres de assiduidade e pontualidade por parte do aluno implica a aplicação de medidas de integração e ou o cumprimento de medidas de recuperação, quando se justifiquem. As atividades de recuperação na aprendizagem agora previstas, cuja adoção é deixada à autonomia da escola e que podem assumir a mera forma oral, são definidas pelo professor titular da turma ou pelos professores das disciplinas em que seja ultrapassado o limite de faltas injustificadas, de acordo com regras simples e eficazes, aprovadas em conselho pedagógico e previstas no respetivo regulamento interno, e aplicáveis uma única vez por ano letivo.(...)

até arrepia

06.09.12

 

 

 

Se cruzarmos o estado da gestão escolar com o dos concursos de professores, encontramos matéria explosiva e que só nos pode envergonhar.

 

Encontrei alguns comentários em blogues que são elucidativos.

 

Neste post do Paulo Guinote:

 

"Todos os concursos de escola foram cancelados.

Hoje tinha uma entrevista para os horários 2 e 3 da Escola D. Pedro I (Escola Básica do Canidelo), do grupo 210 e quando lá cheguei mostraram-me um fax da DGAE a cancelar todos os concursos de contratação de escola! Já sabiam?"

 

 

"Afinal a escola pública parece estar a demonstrar uma coisa elementar: um Estado dominado por mafiosos e idiotas só pode resultar numa escola miserável, injusta e decadente.

Pensar que a escola pode inverter esta situação é uma mentira criminosa.

Ou como estamos a atingir o grau zero do pensamento político."

 

Neste post do Arlindo Ferreira:

 

"Soube por pessoas amigas que também concorreram para um Horário de 13 horas no Agrupamento de Paredes (Cristelo) para o grupo 620 (Educação Física) que estão a ser chamadas 300 pessoas para uma Entrevista. Eu liguei a perguntar porque razão, sendo eu a número 79, não fui chamada. Mas essa nem foi a razão principal. Já sei que este horário está destinado para alguém e por isso nem me vou dar ao trabalho de querer ir à entrevista! Liguei, sobretudo a perguntar porque razão estavam a ser chamadas 300 pessoas para uma Entrevista onde supostamente só deveriam estar 5 pessoas! Responderam-me que chamam as pessoas que bem entendem e não têm de dar justificação nenhuma a ninguém! Chamam 300 e que se for necessário, chamam 600…

 

Acho isto inaceitável e espero que estes fulanos sejam denunciados. É pena que isto aconteça. Estamos a falar de Professores a enganarem outros Professores! Inaceitável!

 

Melhores cumprimentos

 

C M"