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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

na mesma edição

05.09.12

 

 

Gosto de jornais, mas é frequente chegar ao fim do dia com a edição impressa por ler. Sinais dos tempos. Apesar de resistente, confesso que as Sextas-feiras e os fins-de-semana passaram a ser os únicos dias obrigatórios.

 

A edição do Público de hoje ia escapando. Dei com uma entrevista a João Semedo do bloco de esquerda com o seguinte lead:

 

 

 

 

Com a menção ao marialvismo, terá sido natural, e nesta fase em que passamos a vida em comparações, que muito leitores tenham pensado: Portugal é o que é e no norte da Europa não será decerto assim.

 

Nas últimas páginas da mesma edição, Naomi Wolf, uma activista política sueca do Project Syndicate, assina uma página arrepiante. Tirei dois parágrafos que valem a pena.

 

 

 

 

movem-se

05.09.12

 

 

 

 

 

 

 

É comum a crítica de que proliferam os sindicatos de professores e ultimamente têm-se multiplicado os movimentos nas redes sociais. Têm sido evidentes os resultados negativos de tanto sindicato, mas é inevitável, e muito saudável, o aparecimento de acções decorrentes da Web 2.0.

 

Os movimentos de professores tiveram um papel interessante nos últimos anos e os professores contratados anunciam a criação de uma associação que merece apoio e atenção.

 

 

Professores contratados criam associação para enfrentar ministério

soberania em saldos

05.09.12

 

 

 

Há cerca de uma semana a Federação Nacional dos Médicos queixou-se à troika por causa da nomeação com critérios partidários dos directores dos agrupamentos de saúde. É uma dupla vergonha, realmente: nomeações com critérios assim e a necessidade da queixa a entidades externas.

 

Hoje ficou a saber-se que alguns dos referidos directores apresentam certificados académicos falsos.

 

Os sistemas públicos de saúde e de Educação têm sido demasiado maltratados e o que mais choca é que o discurso "reformista" se centra no rigor e no combate ao despesismo e que a prestação de contas passa ao lado da justiça e dos tribunais.

da tradição

05.09.12

 

 

 

Se o entendimento, entre o Governo e a plataforma de sindicatos, cortou a espinha dorsal da luta dos professores em 2008, o acordo assinado na mesma mesa negocial em 2010 colocou a Fenprof numa situação muito vulnerável em relação às justas críticas de quem a considerou uma espécie de secretaria de estado dos governos de José Sócrates.

 

Como há algum tempo se previa, a tradicional FNE faz o mesmo papel de SE junto do actual Governo. É o sindicalismo que não faz falta à democracia e que contribuiu para nos empurrar para onde estamos.

 

A notícia que anuncia a vinculação de 12.000 professores contratados retrata o que acabei de escrever e é muito grave. Não se trata sequer de questionar a elementar justiça da vinculação de professores, que ainda por cima é feita a custo zero. Trata-se, repito, de branquear o recente despedimento colectivo e obriga a que se considerem aspectos como os que o Ricardo Montes coloca aqui.