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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

cedências?!

27.07.12

 

 

 

Vamos lá por partes: o que deu origem a tudo isto - estrutura curricular, aumento do número de alunos por turma, agregações de escolas, regras de organização do ano lectivo e por aí fora - ainda não se moveu e há quem comece a falar em cedências? Francamente, já basta de coreografias.

 

Dá ideia que os poderes formais estão desorientados, apesar de se constatar que vale a pena lutar.

 

Ministério cede em horários zero, vinculações e compensações

info-excluídos

27.07.12

 

 

 

A história conta-se em poucas linhas: o governante decidiu, por altura da mudança de milénio, cortar dois ou três procedimentos e provocou um caos de uma dimensão que jamais perceberá.

 

Um directiva europeia exigia que os Estados monitorizassem (expressão muito usada na altura) as descargas poluentes das empresas. Quem coordenou a construção do software para Portugal foi um professor de sistemas de informação da Universidade Nova de Lisboa.

 

Quando o excelente trabalho estava já devidamente testado, o novo secretário de Estado decidiu mostrar serviço: cortou dois ou três procedimentos para afirmar sabe-se-lá-o-quê (ainda tenho ali o pdf com os cortes a vermelho) e deu cabo, literalmente, do programa. Nunca admitiu o contraditório.

 

Os prazos apertavam e o coordenador recorreu às poucas pessoas em Portugal que sabiam daquela linguagem de programação. Só para nos explicar o que estava construído elaborou mais de uma dezena de bases de dados de soberba qualidade. Não me lembro como terminou a história.

 

É comum que os "sistemas" não funcionem e até cansa. As lideranças nas sociedades actuais não são para info-excluídos: dos ministros aos directores gerais e passando pela gestão das escolas. Não se exige que a chefia construa as soluções informáticas (isso seria o ideal), mas é determinante que perceba os caminhos a percorrer e que analise e decida no sentido da depuração entre o essencial e o acessório. As queixas com o software de outsourcing (uma negociata tipo PPP que se tem aproveitado deste estado de pré-bancarrota) são fundadas e explicam-se com argumentos deste universo.

 

As faltas de banda larga são aparentadas das chico-espertices e arrumam-se como avarias do sistema. A intenção é uma: que se mantenham os mesmos donos do poder numa rotação de ministros que não fogem ao perfil. Andamos nisto há décadas (como o tempo passa), com figurantes renascidos, pujantes, premiados ou nomeados e em intensa reprodução de situacionismos.

 

Educação: Largura de banda "insuficiente" para aceitar preferências dos professores - FNE