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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

os algoritmos, os concursos e a aliança democrática

24.07.12

 

 

 

AD está malfadada para concursos. Ninguém se esquece do famoso algoritmo de 2004, que se disse ter resolvido a inenarrável saga dos concursos de professores. Os criadores do dito apareceram na abertura dos telejornais com a aura de geniais. A questão foi outra: a má decisão política provocou um loop no sistema de colocações e a coisa não tinha fim. O algoritmo apenas retirou a recuperação de vagas e colocou os opositores. Colocou-os de forma errada, com prejuízos pessoais incalculáveis, e poucos deram conta. Tenho ideia que o algoritmo é o mesmo e que não tem nada de aritmético: desrespeito pelo sistema escolar público, falta de conhecimento do terreno, ausência de provas dadas e clientelismo partidário na formação de equipas governativas e na ocupação do MEC e das ramificações.

 

É, repito, muito lamentável tudo isto e só nos pode envergonhar.

 

Aplicação do MEC para concursos lança professores contratados "no desespero"

das breves

24.07.12

 

 

 

 

 

A edição impressa do Público de hoje, e na página 10 e de acordo com a imagem, divulga alguns dados sobre a ligação entre público e privado no sistema escolar. Os números referem-se apenas a contratos simples ou de desenvolvimento que abrangem em grande parte o ensino pré-escolar. Há três tipos de contratos: os dois referidos e os de associação, onde os números são muito mais elevados.

 

Para o terceiro caso a lei é clara e não está ser cumprida: "(...)Estes contratos, nos termos do art.o 14.o do Decreto-Lei n.o 553/80, de 21 de Novembro, são celebrados entre as Direcções Regionais de Educação e os EEPC situados em áreas carecidas de escolas públicas e visam assegurar a gratuitidade do ensino. O conceito de área carecida prende-se com a não existência ou saturação de estabelecimentos de ensino público numa determinada localidade e está consagrado no ponto 2 da Portaria n.o 613/85, de 19 de Agosto.(...)".

são uns destemidos

24.07.12

 

 

 

Portugal já encerrou, desde 2005, 3720 escolas porque temos uns decisores políticos "reformistas" e "destemidos". Agora temos Nuno Crato a negar tudo o que defendeu sobre o fecho de escolas. Mas este ministro existe?

 

É impressionante como o sistema escolar português público, que, a par do sistema de saúde, tem indicadores de excelência iguais ao que de melhor existe, é apenas defendido a sério pelos professores. Existe um ou outro deputado que o faz com convicção, mas o silêncio é ensurdecedor.

 

A ausência de voz de todos os partidos políticos parece que tem como contrapartida a eternamente adiada reforma das autarquias. As empresas municipais e as fundações mantêm o registo intocável das PPP´s e dos BPN´s e os professores portugueses continuam os escolhidos.

 

Poupança com fecho de escolas é pequena comparada com vantagens educativas, diz Crato