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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

assim não recuperamos

11.07.12

 

 

 

 

Quem está pelas escolas sabe da inutilidade informacional dos planos de recuperação e de acompanhamento dos alunos com insucesso escolar. Essa invenção da má burocracia é um espelho da nossa cultura organizacional.

 

Estás a terminar o período em que as escolas lançam os dados numa aplicação do MEC. O mau centralismo dará conta, daqui a uns tempos e com o ar moderno de quem usa novas tecnologias para o devaneio estatístico, da relação entre sucesso escolar e planos de recuperação e de acompanhamento.

 

São esses procedimentos financeiramente insuportáveis, e cujo peso burocrático prejudica alunos e professores, que também nos empurraram para o estado em que estamos. A sua implosão está à distância de um delete. É apenas um detalhe, dirão alguns. Pois é. É nos detalhes que tudo se joga e nós desprezamo-los. Somos uns reformistas, sem duvida, e sempre apressados em deletar pessoas.

fasquias

11.07.12

 

 

 

 

Por muito que se critique o corporativismo, não duvidemos: as classes profissionais estão irremediavelmente sós e quem tem preenchido o arco governativo tudo fará para as precarizar. Hoje ficou a saber-se que a classe médica navega em tarefeiros e resolveu dar um justo, e bem audível, murro na mesa em defesa do serviço nacional de saúde.

 

Hoje também se conheceram as propostas de revisão do contrato colectivo de trabalho dos professores com vínculo a escolas abrangidas pela Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.

 

As propostas apontam para a redução de vencimentos, "através da aprovação de uma tabela que estabeleça valores mínimos de retribuição abaixo dos que vigoram", para o congelamento das carreiras "deixando apenas em aberto as excepções referentes a regimes transitórios (relativas a docentes que se encontram há mais de sete anos sem qualquer progressão em níveis que têm a duração de apenas quatro)", para a alteração do regime de horário e para que "seja omitida qualquer referência a regras de organização dos tempos lectivos, o que, a acontecer, poderia dar lugar aos mais variados abusos". 

 

É o tipo de estatuto que se quer impor como fasquia da reforma estrutural em curso.

vamos positivar

11.07.12

 

 

"Vamos positivar, malta... Vamos positivar! Vá lá, vamos positivar porque é preciso ser pragmático."

 

Esta frase podia ter sido ouvida, no século passado, entre o núcleo duro do actual presidente da República. Encontrei-a num pedaço de papel e foi ouvida entre alunos de uma escola parisiense de altos estudos comerciais em 1881.