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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mas é preciso mais?

08.07.12

 

 

 

Pelo que se vai percebendo no rescaldo da decisão do tribunal de contas, a tentativa desesperada de sobrevivência está também do lado de quem nos governa e dos interesses que lhe estão afectos. Os médicos sabem-no e estão a dar o exemplo a outros grupos profissionais, da mesmo forma que os professores o fizeram entre 2007 e 2010.

 

Passos Coelho continua o registo de inverdades em relação à escola pública, desdizendo em cada momento o que anunciou em campanha eleitoral (e em pré) e prepara-se para mais cortes no sistema escolar.

 

É cada vez mais notório o corte que, em 2008, se fez na coluna vertebral da justa luta dos professores portugueses, mas também é imperativo um sonoro basta. É necessário unir esforços no essencial.

 

Passos Coelho alerta para possibilidade de cortes na Saúde e na Educação

vai estalando

08.07.12

 

 

 

Há uma plêiade, com títulos conferidos no discurso conservador-catastrofista, que se amofina com o aumento da classe média e que parece viver em regime monástico com as benesses privadas inerentes à construção semântica, social e relacional, referida. Não raramente deixam escapar o elogio saudoso aos tempos do dr. salazar.

 

Medina Carreira e Vasco Pulido Valente são dois expoentes do grupo e que costumo ouvir. Não é difícil acertarem nos diagnósticos, já que tão descarada tem sido a vilanagem.

 

Nota-se, em ambos, a anuência à inevitabilidade dos cortes salariais e uma omissão freudiana a tudo o que seja PPP, BPN ou familiar. A pobreza secular do povo, a sua ruralidade e o seu ar pacóvio, são idiossincrasias que, nessa douta opinião, se deveriam eternizar. Classificam de impossibilidade e devaneio passageiro tudo o que fuja a esse destino.

 

A equidade decretada pelo Tribunal Constitucional é fatal para estes oráculos do empobrecimento. Estala-lhes o verniz. Vasco Pulido Valente, hoje, no Público, estampou-se. Entre uma série de impropérios aos funcionários públicos, diz que estes arranjaram "(...)o seu "vínculo ao Estado" por pressão pessoal ou partidária(...)". Valha-nos não sei o quê. O senhor só deve conhecer pessoas de PPP´s, de fundações, de cooperativas de ensino e por aí fora.


valeu

08.07.12

 

 

 

Fotografia de Pedro Antunes,

jornalista da Gazeta das Caldas

 

 

Eram cerca das 21h30 quando chegámos à Praça 5 de Outubro onde se concentraram, de acordo com a organização, umas 400 a 600 pessoas para manifestarem a sua solidariedade aos Hospitais do Oeste. Foi um momento bonito. A marcha percorreu diversas ruas da cidade e terminou em frente ao centro hospitalar com uma comovente salva de palmas.

 

Ficou bem patente a ideia de não desistência. Portugal está em depressão profunda, mas ainda existem cidadãos que acreditam na força da democracia e que o triunfo da ganância não será em toda a linha.

 

Quatro mil em marcha pela Saúde na região Oeste 

 

"Cerca de 4000 pessoas marcharam sábado à noite em simultâneo nas cidades de Peniche, Torres Vedras e Caldas da Rainha em defesa dos serviços hospitalares, numa iniciativa promovida pela Plataforma Oestina de Comissões de Utentes da Saúde.(...)"

parentes pouco recomendáveis

08.07.12

 

 

 

 

 

 

 

 

"A maior parte dos "partidos irmãos" que sobraram da família ideológica do PCP depois do desmoronamento da URSS e do Bloco de Leste é daquele tipo de parentes que as famílias comuns se recusam a receber em casa e de quem nem querem ouvir falar.

O Partido Comunista da China era, em vida da URSS, um parente de quem o PCP activamente se envergonhava. Mas família é família e os laços de sangue acabam por falar mais forte, sobretudo em situações de orfandade. O PCP tem feito tudo para preservar as relações "fraternais" com o PCC, esticando além dos limites do tolerável o conceito de "assuntos internos" (para não falar do de "construção do socialismo") e apoiando acriticamente na China o capitalismo selvagem e sem regras que condena em Portugal.

Pensar-se-ia que os rasgados elogios agora feitos pelo vice-primeiro-ministro, Li Keqiang e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi, à política de austeridade em Portugal e ao "exemplar cumprimento" pelo governo português daquilo que o PCP justificadamente chama "pacto de agressão" merecessem algum comentário, mesmo que tímido, do PCP.

Não mereceram. Nem isso nem as relações bilaterais recentemente formalizadas entre PCC e CDS/PP. Trata-se de relações mais saudáveis e transparentes do que as fundadas numa oportunística consanguinidade ideológica. Ao menos CDS e PCC defendem a mesma coisa, independentemente das latitudes."

 

Manuel António Pina