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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mais duas reformas e...

04.07.12

 

 

 

Os mais jovens até podem pensar que o nosso sistema escolar está mais avançado do que o dos restantes países de língua portuguesa e têm razão. O que talvez não saibam é que não foi sempre assim. Houve tempos em que se equivaliam ou em que ficávamos envergonhados com as nossas instituições.

 

Com o actual modelo de gestão escolar, e com mais duas "reformas" em cima, atingiremos o patamar angolano. Aliás, o detalhe "repartição" já esteve muito mais distante.

 

 

 

começou a ferver?

04.07.12

 

 

 

Surpreende-me que os professores do norte do país, o SPN neste caso, estejam a reservar autocarros para se manifestarem em Lisboa e que os restantes sindicatos estejam a banhos.

 

  

"Manifestação de Professores: Protesto, Indignação, Exigência.

Não ao desemprego e aos horários zero.

Respeito pelo horário de trabalho.

Condições de trabalho dignas.

DEIXEM-NOS SER PROFESSORES!"

 

estamos condenados a isto?

04.07.12

 

 

 

O anterior primeiro-ministro foi acusado publicamente, e com fundamento, de ter "pago" as suas habilitações académicas com favores ao professor que lhe leccionou várias disciplinas.

 

Pelo que vou lendo, há um ministro muito influente deste Governo que parece ter um percurso parecido. E permitam-me um desabafo: como é que este tipo de pessoas poderá acreditar na importância dos professores?

 

Situações de plágio têm ocorrido na Europa - com um presidente, um primeiro-ministro e por aí fora - e com demissões imediatas. Em Portugal não é assim e é grave.

 

Temos um sério problema de confiança da população na palavra dos decisores políticos e isso explica uma boa parte do estado em que estamos. O ministro Nuno Crato, por exemplo, disse que nenhum professor com horário zero irá para o quadro de mobilidade ou sairá do concelho onde reside. Alguém confia? Pois é. Este detalhe faz toda a diferença.

 

Tenho ideia que, num estado de direito democrático, este ministro Relvas já se tinha demitido ou alguém o faria por ele e é estranho que isso não aconteça. A seu tempo se entenderá o enigma.

 

Licenciatura de Relvas: curso num ano "não é de todo vulgar"

 

"No currículo tinha uma longa experiência política e vários cargos. Já tinha estado no Governo. E concluíra uma disciplina de Direito em 1985. O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas requereu a sua admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) em Setembro de 2006. E concluiu uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007, com 11 de classificação final. O curso tem um plano de estudos de 36 cadeiras semestrais, distribuídas por três anos. O presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (Apesp), João Redondo, diz que fazer uma licenciatura de três anos só num ano “não é de todo vulgar”."