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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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rubricas e agregações

24.06.12

 

 

Quando um secretário de estado da Educação do Governo anterior, e no auge da última polémica à volta do financiamento do ensino cooperativo, disse que essas instituições tinham de baixar as despesas na rubrica das remunerações dos dirigentes, pôs o dedo numa das feridas tabu do nosso sistema escolar.

 

Há tempos recebi um email com um conteúdo publicado em diversos blogues. Como não gosto de publicar este tipo de informação, guardei-o. Ficou a saber-se (omiti os dados de identificação), em Diário da República, que "(...) XXXXXXXXXXXXXXXXXX, Director Pedagógico do Externato XXXXXXXXXXX, da cooperativa XXXXXX, pago pelo estado, ficou com uma reforma de €5 030,83, um verdadeiro absurdo!!!! Escolas particulares e cooperativas parece que dão muito dinheiro!!!! Nenhum professor do básico e secundário, mesmo que se reforme no topo da carreira e tenha recebido todos os suplementos que existem, se aproxima de pouco mais de metade desses valores, que se referem a 2012. (...)"

 

"Se as agregações de escolas são para reduzir o número de dirigentes e os respectivos suplementos remuneratórios, haverá qualquer coisa de estranho para não mexerem nas cooperativas", dizia-me há tempos alguém bem informado. O tempo vai passando e começo a não duvidar que há mesmo algo de muito estranho nestes processos.

perguntas

24.06.12

 

 

 

Se a primeira prioridade do Governo são os cortes nos professores, por que será que existem escolas com docentes do quadro com horário zero ao lado de cooperativas de ensino que contratam professores sem concurso público?

 

O Estado paga a dobrar e o único argumento que se vislumbra é que essas cooperativas são dominadas pelo arco do poder e acolhem ex-governantes na sua administração.

 

E outra pergunta: por que é que será que, num período tão conturbado, ficou tudo tão silencioso à volta do financiamento nas cooperativas de ensino?

 

Temos de dar razão aos que dizem que a lógica PPP´s não se resumiu às estradas. 

 

Às tantas, estes assuntos tem origens semelhantes às da notícia.

 

 

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