Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

realidade

23.06.12

 

 

 

O nosso sistema escolar tem sido constantemente devastado por mudanças. A ausência de "realidade" é a crítica mais comum a quem tem governado. Os ideias e os imaginários são as localizações dos "reformistas".

 

Há dois modos, que se associam, de não mexer na realidade: o utopismo e o empirismo (Tocqueville). Parece que estamos sempre, e sucessivamente, a sair de um para entrarmos imediatamente noutro. O utopismo só de forma ilusória acelera o movimento da realidade e o regresso ao patamar inicial acaba por se impor e o empirismo não trava o seu curso e termina dominado pelo dinamismo da sociedade. O que já sabemos, e em ambos os casos, é que a realidade é deixada ao acaso.

 

 

este ministro existe?

23.06.12

 

 

Os últimos estudos que indicam a exaustão dos professores portugueses, focando mesmo a proximidade de depressão, referem a maior debilidade em quem lecciona no primeiro ciclo (e nos outros ciclos também, particularmente no secundário, e escrevo isto para que não se estabeleça qualquer ciúme corporativo), por causa da degradação social do seu estatuto, da escola a tempo inteiro (que "degrada" o clima de silêncio na sala de aula), da parafernália de má burocracia que incide particularmente nos atavismos organizacionais desse ciclo de ensino (muito por culpa dos professores, diga-se), e, isto já será conclusão minha, motivada pelas constantes alterações na gestão escolar que fazem com que as escolas do primeiro ciclo mudem todos os anos de sede.

 

O actual ministro da Educação propõe antecipar os exames do 4º ano e prolongar em mais quatro semanas as aulas para os alunos com mais dificuldades, acompanhando assim o desmiolo dos prolongamenos nos CEF´s, nos Cursos Profissionais e por aí fora e as resposições de aulas, noutros ciclos ensino, mais ou menos estapafúrdias que tentam limpar as consciências dos maus burocratas do MEC e das suas ramificações. Mas será que Nuno Crato pôs alguma vez os pés numa escola (sem ser em registo VIP, claro) ou que pelo menos lê o que se vai estudando sobre a exaustão de alunos e professores?