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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

limites

19.06.12

 

 

 

Como já afirmei noutras circunstâncias, não utilizo nicks nas redes sociais e assino os textos e os comentários. Nada tenho contra quem o faz, e mesmo que tivesse, e até gosto de algumas coisas que leio com a alteração de identidade. Aliás, mesmo quem insere um comentário com nome pode utilizar o de outra pessoa.

 

O que já me parece crime é a utilização das redes sociais para inserir comentários ofensivos e ainda por cima assinados com nicks e com a utilização de emails falsos. Sabemos que esses comentários podem ser identificados se existir queixa, mas não sei se em Portugal a lei considera os actos como criminosos.

 

Nunca fui alvo, pelo menos nunca me aprecebi, de coisas do género, mas conheço quem o é e com frequência. Essa forma traiçoeira de incomodar os outros vale o que vale, mas não deixará de aborrecer e merece ser reprovada socialmente e na letra da lei.

editorial (15)

19.06.12

 

 

 

 

Há dias convidaram-me para conversar sobre o Correntes com um grupo de professores integrados numa acção de formação contínua. Gostei e a preparação permitiu-me relectir durante uns dias sobre o blogue.

 

Uma das questões mais abordada foi precisamente a ideia de editorial. Expressões como não cedência sem dogmatismos, independência, sensatez, cidadania, ética prática, humildade intelectual e responsabilidade individual foram detalhadas.

 

Há aspectos que me desgostam na blogosfera. A efemeridade das publicações e a necessidade de ser rápido na resposta à agenda mediática, são os mais evidentes. O último critério obriga a que muitas vezes se invertam quatro princípios definidos por Frei Bento Domingues: pensar, escrever, corrigir e só depois publicar. É claro que a exposição também gera equívocos e outras coisas mais.

 

E pedindo desculpa desde logo pela possível exorbitância, é mais uma vez um momento para sublinhar que não tenho qualquer porta-voz como se depreende pela linha editorial estabelecida. Sei que isso é evidente para quem me conhece melhor. O que penso vai estando escrito e se alguém pretende saber alguma coisa que não encontra por aqui, ou o que quero fazer na minha vida profissional e como cidadão, só tem um caminho: falar comigo.

 

incontestável

19.06.12

 

 

 

Ninguém contestará que os indicadores de excelência da nossa população que frequentou o sistema escolar público se equiparam ao que de melhor existe no mundo conhecido e são frequentes os elogios aos nossos cérebros nas mais diversas áreas. O nosso problema é mais de replicação e de generalização, de democracia, digamos assim; e é secular.

 

Não será preciso uma qualquer bola de cristal para perceber que, em regra, o que as escolas fazem bem uma boa parte da sociedade não acompanha e ponto final (haverá casos inversos, naturalmente).

 

Se, como se tem visto, centrarmos a acção na mudança constante de procedimentos escolares, degradaremos a excelência do serviço que têm prestado, como se constata, e não atenuaremos as insuficiências da sociedade. O gigantesco desafio que se coloca a Portugal passa pela transformação da ambição escolar numa metabolismo basal como o repouso ou as refeições.

 

Dá ideia que quase que eliminámos o analfabetismo, mas que estamos desorientados no combate ao abandono escolar precoce. A proliferação de alternativas ao ensino regular (CEF, EAF, NO, CA e por aí fora) mascaram o problema e têm "salvado" alguma da população destinada à não escolarização. Também aí importa reduzir a demagogia e sustentar a seriedade e a inteligência.

 

Acabar por acabar é agora popular e continuamos sem vislumbrar o que quer que seja no sentido de envolver mesmo a sociedade no combate contínuo ao flagelo. E convenhamos: lançar exames em catadupa pode não ser apenas redundante, já que o nosso problema não é sequer a excelência, como pode ter o mesmo efeito do que as gravações de assembleias de risos que tentam animar programas humorísticos televisivos de fraca qualidade e recorda-me sempre uma nação de poetas sem vida.

 

Crato quer mais exames a mais disciplinas