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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sobre o incitamento à inveja

05.06.12

 

 

 

 

 

Os livros de Miguel Real, "Nova teoria do Mal" e de Andrei Platónov, "A escavação", parecem fechar uma espécie de trilogia com o livro de Gilles Châtelet, "Vivermos e pensarmos como porcos" (sobre o incitamento à inveja e ao tédio nas democracias-mercados).

 

A contra-capa do último diz assim: "Poder-se-à reduzir a humanidade a uma mera soma estatística de cidadãos-consumidores que se vão entredevorando pelo tédio e pela inveja?(...)"

 

O livro de Gilles Châtelet começa com a seguinte advertência: "Antes de mais, que fique bem entendido que nada tenho contra o porco - essa "besta singular" de focinho subtil, que em todo o caso é bastante mais refinado do que nós em matéria de tacto e de odor. Mas que fique igualmente bem entendido: detesto a glutonaria açucarada e a tartufice humanitária daquilo a que os nossos amigos anglo-saxónicos chamam a formal urban middle class da era pós-industrial.(...)"

da blogosfera - a educação do meu umbigo

05.06.12

 

 

 

Despacho Normativo N.º 13-A/2012 – Organização Do Ano Lectivo 2012/13 

 

 

Artigo 4º

(…)

8 — Com vista a melhorar a qualidade da aprendizagem, e desde que a escola disponha das horas necessárias para o efeito, o diretor pode promover:
a) A coadjuvação na área curricular de Expressões, do 1.º ciclo, por parte de professores de outros ciclos e níveis de ensino pertencentes ao agrupamento;
b) A coadjuvação em qualquer disciplina dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário de entre os docentes a exercer funções na escola;
c) A permuta da lecionação das áreas curriculares de Matemática e ou Língua Portuguesa, do 1.º ciclo, entre pares de professores do mesmo estabelecimento de ensino, nas situações em que tal se adeque ao perfil dos respetivos docentes.

(…)

11 — Na definição das disciplinas de oferta de escola é prioritária e determinante a racional e eficiente gestão dos recursos docentes existentes na escola, designadamente dos professores de carreira afetos a disciplinas, áreas disciplinares ou grupos de recrutamento com ausência ou reduzido número de horas de componente letiva.

(…)

Artigo 8.º
Componente letiva dos docentes
1 — A componente letiva, a constar no horário semanal de cada docente, encontra -se fixada no artigo 77.º do ECD, considerando -se que está completa quando totalizar 25 horas semanais, no caso do pessoal docente da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, ou 22 horas semanais (1100 minutos), no caso do pessoal dos restantesvciclos e níveis de ensino, incluindo a educação especial.
2 — O serviço letivo resultante dos grupos e turmas existentes em cada escola ou agrupamento tem prioridade sobre qualquer outro para efeitos do preenchimento da componente letiva a que cada docente está obrigado pelo disposto nos artigos 77.º e 79.º do ECD.
3 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, podem ser utilizadas até 2 horas (100 minutos) da componente letiva para:
a) Prestação de apoio aos alunos;
b) Dinamização de grupo/turma de modalidades de desporto escolar.
4 — A componente letiva de cada docente dos quadros tem de estar totalmente completa, não podendo, em caso algum, conter qualquer tempo de insuficiência.
5 — Para os efeitos previstos no número anterior, utilizam -se atividades letivas existentes na escola ou agrupamento, designadamente substituições temporárias, lecionação de grupos de alunos de homogeneidade relativa em disciplinas estruturantes, reforço da carga curricular de quaisquer disciplinas, atividades de Apoio ao Estudo ou outro tipo de apoio ou coadjuvação.
6 — O previsto na alínea b) do n.º 3 não prejudica as regras a definir em despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.

 

 

ano lectivo despachado

05.06.12

 

 

O que deveiria estar resolvido em Janeiro é publicado em Junho e os despachadores ficam extenuados com tanta obra feita. Acreditam que regulam milhares de escolas duma penada, devem sentir alguma subida de temperatura, mas pensam que é do verão e que a aproximação a Mercúrio não está próxima.

 

O despacho sobre a organização do próximo ano lectivo está aqui e com data de publicação anterior ao primeiro dia de aulas.

o prós e contras e as cotas

05.06.12

 

 

 

Se a primeira regra para compreender uma sociedade recomenda que se examine se a retórica coincide com a realidade, a presença televisiva do SE Casanova no Prós e Contras de ontem faz temer o pior.

 

Agregar escolas e agrupamentos, num modelo de gestão escolar não recomendado em qualquer latitude do sistema solar, por causa da garantia aos alunos de sequencialidade no mesmo projecto na escolaridade de 12 anos, só pode pôr quem enunciou a coisa a transpirar em bica e tirar de si os restantes participantes no debate.

 

A AD já nos habituou a coisas destas, como pode ler aqui ou aqui. Se se devem ter sempre critérios seguros para escolher as equipas governativas, essa exigência aumenta na fase que estamos a viver. As cotas do CDS começam a evidenciar-se de forma novamente arrepiante e levam a que me interrogue: Portugal merecia melhor ou cada país, ou instituição (porque tropeçamos com dirigentes escolhidos sabe-se lá como), tem aquilo que merece?

agora?!

05.06.12

 

 

 

Os sindicalistas da FNE são uns cómicos e uns crentes no providencialismo. Dá ideia que a veneração é o seu modo de vida. Fazem sempre o jogo de qualquer Governo (como se o contraditório fosse coisa para "radicais") e quando sentem que a casa pode arder aparecem como se estivessem há um ano de férias, bem longe e em parte incerta.

 

FNE pede explicações sobre criação de mega-agrupamentos