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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

editorial (14)

03.06.12

 

 

 

 

 

 

 

Quando iniciei o blogue estava longe de imaginar o que iríamos viver e mais ainda no sistema escolar. Se me tinha prometido a não escrever sobre assuntos escolares para descansar de cerca de quinze anos intensos à volta dessas matérias, a ideia foi progressivamente abandonada a partir de 2006, o registo entranhou-se e só o tempo ditará o que acontecerá ao blogue. Habituei-me desde cedo a não dizer nunca, em questões que não ultrapassem, obviamente, determinados limites e a responder pelos meus actos e pela minha liberdade.

 

Quando olho para trás, e para cerca de 5300 posts, não dou o tempo por perdido. Bem pelo contrário. Escrever organiza as ideias e o nosso mundo e é um exercício de risco. Gosto disso. A linguagem exprime emoções e não escapo ao registo intimista.

 

Escolho os assuntos de acordo com os meus critérios e não adopto o registo assim-assim ou o calculismo da publicação para agradar a quem quer que seja ou para me facilitar a vidinha. Dizem-me que, por vezes, sou contundente. Não me queixo do retorno, mas não raramente tenho de respirar muito fundo para não divulgar coisas "infantis" que aqui e ali vão aparecendo.

 

Sublinho o registo independente da linha editorial deste blogue, onde a defesa da liberdade e da democracia são, a par da escola pública, as primeiras preocupações.

tráfego e alunos

03.06.12

 

 

 

O que mais indigna os especialistas nas PPP´s das estradas, para além dos negócios de terrenos e das obras a mais, são os contratos leoninos que delapidam as contas do Estado por causa da variável tráfego. Quando se estabeleceram os valores da circulação de x veículos por y unidade de tempo, o Estado comprometeu-se a pagar se houvesse defeito. Ou seja: se se estabeleceram vinte veículos por hora, mesmo que se suspeitasse que não circulariam mais do que dois, o Estado paga os dezoito em falta. Segundo os especialistas, nos EUA, por exemplo, o compromisso do Estado é igual a zero veículos.

 

Qual é a relação que as estradas têm com o ensino?

 

Se quem representa o Estado, ao nível central ou local, estabelecesse um contrato semelhante com as cooperativas de ensino, as consequências que essa decisão teria nas políticas da rede escolar, da agregação de escolas e agrupamentos e noutras matérias associadas, seriam naturalmente nefastas. Vamos acreditar que isso não acontece, até porque veículos e alunos são matérias distintas para os nossos governantes, e que o exercício que enunciei não passa de uma mera teoria da conspiração num país que acordou tarde, se é que acordou mesmo, para as matérias desse género.