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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

generalizaram-se

01.06.12

 

 

 

Quando os professores que têm blogues começaram a usar, algures em 2007 e em 2008 e para classificar as políticas do sistema escolar, adjectivos como destruidoras, nefastas, desmioladas, incompetentes, monstruosas e por aí fora, eram considerados uns radicais e exagerados que não queriam prestar contas e outras coisas do género.

 

Nem cinco anos depois, qualquer colunista que se preze generaliza tropeçando nesses adjectivos.

 

É claro que num país dominado pela cultura PPP, os assuntos do sistema escolar continuam entregues aos blogues de professores porque o pessoal beneficiário de forma directa e indirecta pela referida cultura socorre-se de colégios privados com privatização de lucros (com ou sem pagamento de propinas). Mas o que me faz abanar ainda mais vezes a cabeça na horizontal são os substantivos: de ladrões e abutres para cima é o que está a dar.

mais agregações

01.06.12

 

 

 

 

O Público acaba de publicar a lista (a lista do MEC foi publicada depois) com as duas fases das agregações de escolas.

 

Pode saber mais aqui.

 

Constato que a Escola onde sou professor, a Básica Integrada de Santo Onofre, foi agregada.

 

Termina assim, de forma inglória e com vontade amplamente maioritária - pasme-se ou não - de uma comunidade educativa que implorou que "quanto mais depressa se agregasse melhor", um período de 19 anos (foi inaugurada em 1993) em que a escola foi uma unidade autónoma ou sede de agrupamento e que foi marcado por longos momentos considerados de referência. A partir de 2009, sucederam-se factos inenarráveis que tiveram hoje uma espécie de epílogo.

 

Tenho dado conta do desmiolo, que está comprovado e documentado, em vários posts que podem servir de estudo de caso a quem queira perceber como se leva um pais à bancarrota ou como o modelo de gestão escolar de 2008 (alguns pilares do mau centralismo continuam vigentes) pode destruir uma cultura organizacional.

e saímos de lá?

01.06.12

 

 

 

 

É evidente que Portugal tem feito progressos, como se constata em diversos indicadores, mas em matérias como a corrupção, o caciquismo, o tráfico de influências, o saque ao Estado e por aí fora, não saímos do registo denominado como terceiro mundo. É também evidente que a redução da classe média favorece os mais interessados no caos.

 

Cortes salariais põe Portugal a caminho do Terceiro Mundo

 

"Presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, considera um erro os cortes salariais. E admite que os impostos podem descer dentro de cinco anos, se o país limpar as contas públicas.(...)"