Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

obrigado joe

30.06.12

 

 

 

Reforcei a sensação de que os norte-americanos não são grande coisa em geografia e desconfio que também em economia. Joe Biden, o vice-presidente de Barack Obama, relatou-me a emoção que se gerou na sala oval com a vitória do estado de saúde do presidente dos EUA. Já o saudei, com sinceridade e não apenas por cortesia, e espero que isso contribua para a vitória eleitoral.

 

Confesso que tenho estranhado tanta atenção por parte da Casa Branca, que chegou ao ponto dos relatos íntimos.

 

Apenas não anuí ao pedido de um donativo de três dólares. Lá lhe expliquei que por aqui circulam euros, não tarda serão cavacos que competirão com os dracmas dos irmãos gregos, com as pesetas dos parceiros ibéricos (o Joe terá pedido uma assessoria para decifrar a minha explicação?) e por aí fora.

 

Aproveitei a soberana oportunidade para transcrever um pedaço de Gilles Châtelet (1998:69) sobre a democracia-mercado:

 

"(...)Jovens nómadas, amamos-vos! Sede ainda mais modernos, mais móveis, mais fluidos, se não quereis acabar como os vossos antepassados nos lamaçais de Verdun. O Grande Mercado é o vosso conselho de revisão! Sede ligeiros, anónimos, flexíveis, precários como as gotas de água ou as bolas de sabão: é a verdadeira igualdade, a do Grande Casino da vida! Se não fores fluidos, transformar-vos-ei rapidamente em pacóvios. Não sereis admitidos na Grande Explosão do Grande Mercado... Sede absolutamente modernos.(...)"

 

O email dizia assim:

 

Paulo.

Yesterday I shared an emotional moment with Barack in the Oval Office after he learned health reform had been upheld.

Barack Obama is a man who refused to give up. No matter how politically unpopular it was, he knew it was the right thing to do.

Tomorrow is the biggest fundraising deadline of this election so far. Romney and the Republicans may outraise us again -- you can bet they'll have a whole slew of special interests who want to see Romney make good on his promise to repeal Obamacare on Day One.

But they can't beat us if we pull together. Our grassroots movement is unstoppable when we put our minds to it.

Please donate $3 or more today, before the critical deadline:

https://donate.barackobama.com/June-Deadline

Thanks,

Joe

do exercício da esperança

30.06.12

 

 

 

A desesperança parece dilacerar o sistema escolar e os professores não escapam à voracidade dos tempos. É impossível não ver o que nos rodeia.

 

Se o caos nos derruba e nos impele para descrer, se nos faz desaparecer na nuvem solitária, é humana a possibilidade da desistência. 

 

O mergulho no caos em forma de crise não se esgota nos colectivos e nos respectivos mecanismos de controle.

 

O desafio maior coloca-se quando nos atinge na pele e nos fere a alma. É aí que crescemos e que nos rompe o sentimento de injustiça. O exercício da esperança é a alternativa que se afirma no empreendimento da resistência.

 

um país às avessas

29.06.12

 

 

 

Os indicadores financeiros do sistema escolar são definidos pela troika e pelo Ministério das Finanças e o MEC terá de cortar até satisfazer o ajustamento, como se diz agora.

 

As alterações na carga curricular, e as agregações de escolas, só terminarão quando não existirem professores contratados?

 

Se são cerca de 35 mil, não seria melhor devolver sensatez ao sistema escolar e explicar isso às duas entidades referidas e eliminar de vez a ideia do bom aluno que vai para além da troika por motivos ideológicos?

 

 

Professores universitários criticam redução da carga horária de Educação Física 

 

 

metas são novidades?

29.06.12

 

 

Concordo que se centre o ensino nos conteúdos e que se subalternize o conjunto quase vazio denominado de livro de competências. Na docimologia tem sido sempre assim: regressamos a sítios anteriores e a oportunidade faz com que apresentemos ideias do passado, muitas vezes abandonadas de forma modista e precipitada, como os caminhos do mundo moderno; no caso actual os EUA e a Grã-Bretanha.

 

Foi isto que me surpreendeu, ontem, nas imagens de Nuno Crato a falar das metas curriculares. Também me impressionou a pressa e o momento escolhido. Não é bom sinal.

 

Metas ou objectivos fazem parte da organização do ensino há mais de 40 anos e em Portugal também. A divisão entre gerais, específicas e operacionais generalizou-se na década de oitenta do século passado e as primeiras, as gerais, davam ao processo um ar etéreo e inatingível. Nos programas escolares do início da década de noventa, foram estabelecidas, de forma exaustiva e bem estruturada, metas curriculares (standards) por ano de escolaridade e ficou por fazer a rede do essencial (core standards), embora muitas escolas e grupos disciplinares o tenham realizado.

 

Em 1998 apareceu o tal livro de competências e desprezaram-se os programas. Os professores, felizmente e em muito casos, não. E porquê? Porque tinham que ensinar todos os dias e porque começaram a perceber que o sistema escolar estava a ficar entregue a "reformistas compulsivos, iluminados e atrevidos". Comprovou-se que tinham razão.

 

Quanto o actual ministro apresenta o assunto como o fez, dá mais uma machadada na imagem da escola pública. Quem não conhecer a história da pedagogia em Portugal, pensará que temos tido um ensino não estruturado, e sem metas, até à chegada de Nuno Crato. É como sabemos: o eduquês não tem remédio, apenas se disfarça, e quando um sistema entra em plano inclinado há sempre espaço para mais devaneios.

 

Metas curriculares vão ser obrigatórias. Agora estão em discussão

 

e só somos 10 milhões

28.06.12

 

 

 

Quando há dias fiz um post em que duvidava dos números do MEC a propósito dos professores do quadro que fugiram com penalizações, não pressenti que uns dias depois o erro fosse detectado e na ordem dos milhares.

 

Como é que os professores podem confiar em tudo isto? Já ninguém duvida que os professores são os principais pagadores da crise e ainda hoje um SE confirmou a interminável saga: os próximos cortes não podem ser apenas para os funcionários públicos.

 

Ministério transformou professores do quadro em contratados nas estatísticas sobre 2010/2011

em defesa dos hospitais do oeste

28.06.12

 

 

 

Como já escrevi noutra altura, a defesa dos Hospitais do Oeste parece-me um luta justa. Para além disso, tenho assistido a um movimento de cidadãos denominado por comissão de utentes. Fazendo uma analogia com os movimentos de professores em defesa da escola pública no período de 2007 a 2010, e sabendo como é desgastante a presença em blogues, em reuniões ou acções de rua nos mais variados locais do país, faço a divulgação que me foi solicitada para mais esta acção na cidade de Caldas da Rainha, que terá início na Praça 5 de Outubro, no dia 7 de Julho às 21h00.

 

 

 

Pág. 1/12