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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

às vezes, acontece

25.05.12

 

 

 

São conhecidos os erros médicos que levam a operar a perna errada ou outros falsos juízos ainda mais graves que não enumero porque o registo silente não me é desconhecido.

 

Implodir o edifício errado dá azo a muitas especulações. Bem sei que desde da década de setenta do século passado que, Daniel Stufflebeam e Michael Scriven e nos seus estudos sobre teoria da informação e definição de objectivos, alertaram para a ASO, avaliação sem referência a objectivos, em alternativa à ACO, avaliação com referência a objectivos. Ou seja, acontecia, e normalmente em programas aplicados por quem desconhecia o denominado terreno, que as práticas provocassem resultados opostos aos enunciados nos objectivos.

 

Parece ser um caso semelhante o que se está a passar com o sistema escolar e com o actual Governo. Definiram como objectivo implorir o MEC e estão a fazê-lo ao que resta das escolas. Já não se trata apenas da continuidade das políticas ou da apresentação de uma estrutura curricular, sem as propaladas apostas em achamentos essenciais, que condenaram ao Governo anterior, é o desplante de deixar para Maio e Junho o que deveria estar arrumado, no mínimo, em Janeiro ou Fevereiro.

matrizes do básico e do secundário

25.05.12

 

 

O que mais custa verificar é que todo o discurso à volta da autonomia na gestão dos horários esconde mais um corte acentuado nos empregos (sim, ninguém deve ter vergonha de defender um emprego público conseguido através de concursos nacionais e de muito esforço) dos professores que já são, a par dos médicos, os principais contibuidores para metade da redução orçamental verificada através de cortes nos salários, nos subsídios e de situações de desemprego.

 

Fica mais uma vez adiada a promessa de falar verdade. Esta repetição que considera que os professores não raciocínam pode voltar a dar maus resultados.

 

O Nuno Domingues, do blogue educar a educaçãofaz uma análise que deve ser lida.

 

Encontra as matrizes aqui.

de mil para dois mil?

25.05.12

 

 

 

 

A gestão do sistema escolar está sem norte e perdida entre as determinações da troika, o caos administrativo e financeiro do pais e a prevalência dos que defendem a lógica "cooperativa de ensino" para a gestão financeira, de dados e de pessoas (chamam a tudo recursos; os dependentes da má burocracia fazem pagar-se a peso de ouro e quando a coisa se generalizar na forma de centenas de mega-agrupamentos, organizados no quinquagésimo quadro de divisão do rectângulo e habitados por professores precários, a despesa humana será incontrolável e o abandono escolar ainda mais vergonhoso).

 

Há uma série de ideias feitas construída por quem detesta salas de aula ou não sabe o que fazer com as suas crianças (privatiza-as a tempo inteiro e de farda para que a ideia de igualdade não seja vã), quanto mais com as dos outros.

 

A civilizada e rica Itália volta a ser um bom caso de estudo com o tema do dia: milhares de crianças às portas da pobreza.

 

Nem sei se ainda temos oposição. A que aspira a ser Governo, e será se o contágio grego não se der em várias frentes, está sem voz na gestão escolar. Devem estar tão mergulhados no tal laboratório de ideias, que se voltarem ao Governo a avaliação de professores dará um passo em frente: passará dos mil descritores para os dois mil.