Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

e?

20.05.12

 

 

E as associações de dirigentes escolares limitam-se cruzar os braços? Ou o passado recente tirou-lhes voz e não sentem o apoio das denominadas "bases"?

 

 

Directores prevêem ano difícil nas escolas dos novos agrupamentos

 

"(...)Os presidentes das duas associações de dirigentes de escolas públicas do país, Manuel Pereira e Adalmiro Fonseca, reagiram ontem com preocupação ao anúncio da criação de 115 novos mega-agrupamentos, a que se vão juntar mais "umas dezenas" que entrarão em funcionamento já no próximo ano lectivo. "Só por milagre não seria um início de ano muito conturbado", prevê Adalmiro que, como Manuel Pereira, contradiz o ministério, assegurando que "há muita insatisfação pelo país".(...)"

 

quase

20.05.12

 

 

 

 

 

 

No mesmo dia em que o facebook entrou na NASDAQ estive quase, por mera coincidência, a fechar a conta na rede social. Ainda estou indeciso e só ainda não o fiz porque não me apetece perder uma série de registos e de contactos.

 

No dia da indecisão, aconteceu-me um momento de saturação. Entrei na rede, depois de um ligeiro interregno, e tinha umas boas dezenas de posts por ler. Comecei a correr a interminável lista e dei com um post com uma imagem invertida, cheia de likes e de comentários. Li as opiniões e nada se dizia em relação à posição da imagem. Falava-se das pessoas fotografadas e tudo decorria na normalidade. Reparei que o post merecia umas cinco partilhas. A minha perplexidade aumentava com a predominância dos animais domésticos de óculos escuros nos posts seguintes. Sou um resistente com limites, confesso.

 

Não sou muito dado a redes sociais. Quando me liguei à internet, aí por volta de 1994, achava muito interessante a participação em chats de software e aprendi muito nessa troca entusiasmada. Restringia-me a esse uso e vacinei-me.

 

No auge da luta dos professores, uns bloggers, amigos e companheiros, convenceram-me a linkar o Correntes no twitter e mais tarde no facebook para aumentar as audiênciasNesta altura, passo raramente pela primeira e coloco alguns posts na segunda. Aceitei todos os pedidos de amizade no facebook, ultrapassei os 2000 amigos e estou no estado que vos relatei.

 

G8

20.05.12

 

 

Numa entrevista televisiva recente, Roman Prodi, e a propósito deste tipo de reuniões, afirmou a sua relativa desilusão com a sobreposição das questões de preferência pessoal em relação aos assuntos da política internacional e aos "altos" interesses dos Estados. Sinceramente, não me admirei. Os humanos têm as suas limitações e a história mostra-nos que raramente os interesses colectivos prevalecem e que as sociedades estão tão à mercê da imprevisibilidade caótica como a vida de cada um de nós.

 

É claro que os homens não são iguais e há os que conseguem fazer alguma diferença. Mas também me surpreendem relativamente os que se abespinham com a propalada mediocridade dos nossos governantes, como se estes não medrassem no meio de nós e não fossem o resultado do nosso desempenho colectivo.

 

Quando Joseph Stiglitz afirmou que a luta de classes, e a corrupção ao "estilo norte-americano", está presente, também não me surpreendi. É humano aspirar à "salvação": à pessoal e à dos seus. A escalada competitiva que construímos nas últimas décadas só podia resultar em fracturas sociais, porque a desregulação é tão utópica e inumana como as ideologias totalitárias e a corrupção encontra sempre o seu espaço de afirmação e de "legitimação". E a patologia gananciosa sonha em territórios conspirativos e alimenta-se da predação.

 

Quando olhei para a imagem lembrei-me de tudo isso e pensei como a fragilidade está sempre ao virar da primeira esquina. Os gregos estão no centro do furacão e estão dar uma luta inesperada. Como há um ano se evidenciou, não foi boa ideia que o Governo português se tenha considerado diferente do grego e o tempo lá dará o seu veredicto.

 

Só teremos uma réstia de esperança se a união europeia eliminar a fragmentação e não prescindir da democracia, a começar pelo respeito pelos resultados eleitorais e pela vontade da realização de referendos.