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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

corrupção comprovada

29.04.12

 

 

 

Não tenhamos receio das palavras: na génese desta crise financeira, uma das mais graves da História, estão actos de corrupção que comprometem quem tem governado o país. O assunto BPN é um estudo de caso e a sua nacionalização recente parece servir para esconder a corrupção de uns e outros. A questão que se pode colocar é simples: a tese do medo, com a queda sistémica do sistema bancário, tinha outro objectivo da família temerosa: assustar as pessoas numa lógica-da-família-agência-de-raiting-goldman-sachs-privatizações(saques)-em-curso

 

Um buraco financeiro de 8,3 mil milhões de euros é muita "massa", que raio. Dava para pagar reformas e subsídios até 2015. A nossa democracia está numa encruzilhada e são muitos, principalmente estrangeiros, os que, estando bem dentro do assunto, se espantam com os eleitores portugueses.

 

O DN vai dedicar vários dias a este assunto que merecerá a devida atenção. Um país não se reconstruirá sem clarificar estes assuntos e punir judicialmente os responsáveis. Não esqueçamos que gerações de portugueses confiaram os seus descontos ao Estado seguros de que mais tarde, na reforma, esses valores seriam natural e justamente recuperados. É grave e não há democracia que resista se esta matéria não se esclarecer.

 

Vale a pena a leitura integral da notícia.

 

A fraude que pode custar 8,3 mil milhões 

 

"O Estado já gastou 3,55 mil milhões de euros com o BPN, mas a fatura pode chegar aos 8,3 mil milhões. Até sexta-feira, o DN mostra como se chegou a este 'buraco', a teia de negócios que 'cheira' a fraude, os protagonistas das diferentes fases do BPN, os 356 processos em curso por todo o País, a supervisão do Banco de Portugal e a venda ao BIC.(...)"

 

pensar, escrever, corrigir e publicar e outras raridades

29.04.12

 

 

 

 

Numa rua de Ponte de Lima.

 

 

Sou um leitor intermitente das crónicas dominicais, no Público, de Frei Bento Domingues, mas espreito sempre o título e as lides (o aportuguesado de lead).

 

Uma das últimas crónicas era muito pertinente. Escreveu o autor, mais ou menos, claro, que nos tempos que correm as pessoas inverteram a sequência que escolhi para o título, excluindo o "e outras raridades". Dá ideia que primeiro publicam e que depois fazem o resto. Com os bloggers é quase impossível não acontecer o mesmo, uma vez que o ritmo de publicação tem picos quase alucinantes.

 

Ainda noutro dia falava sobre isso com um editor a propósito da possível edição deste blogue em livro, mesmo que com a selecção, naturalmente, de alguns posts. Para além de me gabar muitíssimo mais com os livros que li do que com estas frases que vou debitando neste e noutros registos, há que reconhecer as características da escrita blogosférica.

 

Vem isto a propósito das gralhas e dos erros, da economia de caracteres que persegue os bloggers e da velocidade de publicação.

 

Há dias, quase no fim deste post, escrevia que "Há a possibilidade de comprar pão quente na padaria em frente, que pertence...". Parei aqui. Não sabia de quem é a padaria. Mudei a frase. Por economia (comprova-se que a dita dá origem a falhanços sucessivos), passei o cursor e cortei quase tudo. Tentei ser rápido. Ficou assim (pinto a cinza o que foi cortado): "Há a possibilidade de comprar pão quente na padaria em frente, que pertence..." A nova versão começou por e continuou com este resultado: "Há saída pode trazer pão quente" em vez de "À saída pode trazer pão quente". Asseguro que reli o post, mas desprezei esta frase porque era, confesso, a que me interessava menos.

 

Só não ficou assim "eternamente", porque, e como é habitual, um dos leitores deu pela coisa e escreveu-me ontem para o email. Tenho essa sorte. Há leitores que se dão a esse trabalho, coisa que não só aprecio muito como lhes agradeço. Fazem-no sempre para o email para serem ainda mais simpáticos. É um espírito colaborativo que me parece rarear e gostaria de estar enganado.

 

tasca do cais

29.04.12

 

 

 

 

Hipopótamo no Rio Incomati.

(Afinal este Hipopótamo é mesmo da Gorongosa :)

como pode verificar aqui. 

Agradeço a correcção ao Vasco Galante,
director de comunicação do parque e editor do blogue linkado) 

 

Nasci virado para o mar e os "meus" rios ligavam-me ao desconforto do lodo, ao perigo dos pântanos e dos crocodilos e a passeios de barco onde se lançavam mangas para que a diversão incluísse as bocas abertas dos agradecidos hipopótamos (deixo uns links no fim do post para que não se pense que me estou a armar em caçador de elefantes ou leões. Sublinho que de pescaria tenho apenas uma garoupa curricular na adolescência e por distracção, os relatos dos meus feitos circunscrevem-se a bolas de basquete ou de futebol e não tenho qualquer simpatia pela monarquia).

 

A competição entre águas, a dos rios e a dos mares, pendia de vez para o oceano onde as margens nunca eram opressoras apesar da presença, muitas vezes apenas espiritual, dos tubarões.

 

Aprendi a olhar os rios de outro modo com o Tâmega em Chaves e com o Corgo em Vila Real. Ao primeiro, até umas boas horas de natação tenho de agradecer.

 

Estávamos a passear por Vila Nova de Cerveira e a escolher, no centro histórico, um sítio para jantar. A "Tasca do Cais", mesmo em cima do Rio Minho e com uma esplanada virada para a sua serenidade, é muito aconselhável. Tem um ano de existência e habita um espaço antigo e bem recuperado. Escolhemos uma mesa no 1º andar com vista para o rio e passámos uma horas inesquecíveis.

 

 

 

Pode ver aqui um vídeo, no excelente blogue sobre a Gorongosa, com os rios do primeiro parágrafo. Embora o Umbeluzi, o Incomati e o Maputo fossem os que mais frequentei, os que pode ver na fita de 1961 (voz de Fernando Pessa) retratam bem a atmosfera. Não se impressione com as imagens da selva e da savana. Pode crer que o mundo é muito pequeno e que as faunas ditas mais racionais não têm um comportamento que o confirme.