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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

30

18.04.12

 

 

 

 

O ministro da Educação diz que não há qualquer determinação que indique que uma turma não deva funcionar com 30 alunos. Tem razão. Também não existe qualquer determinação que indique que 40 ou 50 são demais. Nuno Crato entende que no seu tempo as turmas tinham mais de 30 alunos e funcionavam. Até me arrepiei. Confirmei o que já suspeitava: Nuno Crato nunca leccionou, não tenho dúvidas disso, numa escola dos ensinos básico e secundário no Portugal de hoje.

 

O ministro da Educação afirma que a questão central está no respeito pelos professores e na confiança que a sociedade manifesta a este grupo profissional. Também diz que isso não se faz com palavras. Concordo. Comece por alterar mesmo o modelo de gestão das escolas e demonstre esse respeito e confiança.

é da festa, pá!

18.04.12

 

 

Quando fiz um post sobre os outdoors da parque escolar com a interrogação que se segue, - "Como se sabe, os outdoors são caríssimos e as campanhas eleitorais em período de contenção recusam a sua utilização. Uma empresa sem concorrência, e que requalificava escolas, fazia publicidade com outdoors a que propósito?" - estávamos em plena crise financeira e, bem sei, em pré-campanha eleitoral para as legislativas.

 

Resido muito perto da escola referida na notícia. Foi das muitas que exibiu os outdoors e que, com toda a certeza, não conseguirá receitas com casamentos, baptizados e por aí fora, que suportem a despesa com a água e com a luz. Foi, realmente, uma festa de loucos e ponto final. Noutro dia li, não me lembro onde e escrito por uma pessoa que me habituei a considerar como sensata, que temos sido governados, nos mais diversos patamares, por delinquentes (custou-me mesmo escrever isto). Às vezes, parece que estamos condenados a este tipo de atmosfera.

 

 

Escola remodelada no ano passado sem dinheiro para facturas de água e luz

 

Uma remodelação de 10,2 milhões de euros dotou a secundária Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, de sistemas de climatização e equipamentos que a escola não pode usar por falta de verbas para pagar a água e a electricidade.

 

sua excelência, supervisionando

18.04.12

 

 

 

 

Sua excelência, o supervisor, não é uma genuinidade lusitana. Tem semelhantes suficientes no universo conhecido para se atribuir ao clima a responsabilidade atmosférica por tão desgraçada condição.

 

A tragédia é da responsabilidade das coisas e pessoas supervisionadas. Os mais realistas encontram nesta ambiência a explicação para a eterna dívida financeira da nação, até porque os supervisionados do rectângulo são elogiados quando conduzidos de fora da geometria.

 

O supervisor nasceu para distribuir. É exímio na atribuição de responsabilidades. Escolhe o efeito de mártir quando vê perigar a sua condição ou se precisa de agraciar e escudar quem o designou. Faz vida nessa incomodidade.

 

Sua excelência, que gravita à custa de esforço que não o seu, é usado para socorrer casos exigentes. Parte sorridente, por fora, e deixa um rasto de destruição na sua pegada deficitária.

 

 

 

(Usei este texto noutro post em 11 de Maio de 2010)