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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mudar sem testar?

11.04.12

 

 

 

 

 

Tanto se criticou o anterior Governo por mudar, no sistema escolar, sem testar - Nuno Crato era até contundente - que só nos podemos surpreender por se estar agora a repetir a receita. Sabemos que quem chegou de fora, a Troika, veio dizer-nos que já era tarde para termos direito a pensar. Mas que raio: exigia-se algum trabalho de casa, até porque há matérias, exames, cortes de disciplinas e por aí fora, que permitiam alguma testagem sem prejuízos nos indicadores financeiros de curto prazo.

 

Para além do desespero despesista, haverá outros motivos que levem a que se mude sem testar. Incompetência (que não me parece ser o caso de Nuno Crato), dogmatismo ideológico, crença na verdade absoluta, medo do contraditório, ausência de liderança, soberba e principalmente uma inaceitável falta de respeito pelas pessoas atingidas e pela credibilidade dos sistemas e das organizações. E que diríamos se mudar sem testar resultasse em despesismo financeiro num país falido?

o que é feito das agências de raiting?

11.04.12

 

 

 

 

 

Há quanto tempo não se ouve uma notícia sobre as agências de raiting? A quem é que isso interessa? Terá alguma relação com as eleições americanas? Quem as controla está assustado? Já cumpriram a sua missão?

 

Seja lá o que for, o que me continua a irritar no universo dos comentadores é a "manifesta competência" destas organizações internacionais. A OCDE, o FMI, as ditas agências, o BCE  a Goldman Sachs (GS) (esta patrona do subpraime até me arrepia, e ouvi alguém dizer que foi António Borges, que depois de anos na GS e de seis meses de FMI já controla as nossas privatizações, que ordenou a Vitor Gaspar uma qualquer decisão sobre a CGD) e por aí fora, têm falhado redondamente nos mais variados estudos e previsões.

 

É. Só para a reposição de salários e subsídios é que se tem de advogar cuidados com a imagem. Como alguém disse, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta. E aconteceu uma de sinal favorável a um grupo reduzido de endinheirados que não se comove mesmo que as populações começem a sentir as fontes a secar.