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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

já parece uma espécie de gozo

10.04.12

 

 

Passos Coelho diz inverdades, arma-se em paternalista e agora parece que começou a gozar com as pessoas imitando o ministro Gaspar. Ou será que é uma mistura das três coisas de quem navega à vista e perdeu as palas do neoliberalismo? Só tem uma atenuante: está em Maputo e lá na minha terra é honroso que os convidados bebam aguardente de caju.

 

Passos Coelho: Repor subsídios em 2014 poderia dar "imagem precipitada" de Portugal

quer saber mesmo como é que chegámos à bancarrota?

10.04.12

 

 

Leia estas declarações e faça um simples exercício de multiplicação. Há gente que gasta fundos públicos sem critério e como se fossem bens ao seu dispôr. E não aprendem.

 

Participei no programa da SIC Notícias, Opinião Pública, no dia 8 de Setembro de 2010, das 17h00 às 18h00, com a moderação do jornalista Luís Marçal. Devo confessar que fui surpreendido com a introdução de uma peça propagandística de José Sócrates sobre estes assuntos (mais à frente falou um dos secretários de Estado). Não era fácil desconstruir de forma inopinada tanta demagogia, mais ainda num tempo em que os professores eram vistos como um grupo de corporativos que atrapalhava o comboio do progresso. Apresento os dois primeiros vídeos (são nove), o primeiro de 4.32 minutos e o segundo de 1 minuto, que a cortesia de uns amigos permitiu. É uma espécie de prestação de contas e serve para avivar algumas memórias.

 

Pode ver os restantes vídeos aqui.

 

 

 

reformas ao espelho

10.04.12

 

 

 

 

 

O actual primeiro-ministro, qual mega-encarregado de educação, afirmou que escondeu o assunto das reformas antecipadas para evitar o aumento fora do comum de pedidos. Já não lembro quem foi, mas recordo-me de um responsável que projectava no tempo o pagamento de subsídios para proteger os funcionários do desvario gastador enquanto recebia juros bancários pelos depósitos.

 

Os portugueses, e outros europeus, são acusados, com alguma razão, de gastadores descontrolados. Mas que se saiba, os excessos foram estimulados pela banca, valeram votozinhos sem fim, garantiram prémios astronómicos de gestão, asseguraram níveis historicamente residuais nas taxas de desemprego e proporcionaram décadas de paz social.

 

Esta forma de lidar com os direitos das pessoas estimula a irresponsabilidade e é própria duma sociedade imatura. Um dirigente que tenha este discurso deve estar a ver-se ao espelho. As atitudes paternalistas, ou maternalistas, podem evidenciar uma qualquer compulsão para a obediência e isso não é nada bom.

 

É também isso que a sociedade portuguesa teima em não derrubar. A confiança é uma palavra chave. Estimula-se com o exemplo, com a competência e com a transparência.

do mesmo comboio

10.04.12

 

 

 

Os relatórios da OCDE recordam-me as agências que supervisionavam a banca antes da bolha imobiliária: longe do terreno, baralhadas, no caso dos sistemas escolares, em relação às correntes pedagógicas, impregnados de eduquês e de má burocracia e por aí fora. É um comboio que nem sequer muda de linha com as catástrofes e que parece só parar no abismo.

 

O problema português está na sociedade. Quanto ao resto do relatório, remeto-me para a leitura deste post.

 

 

Os professores precisam de centrar-se nos alunos, diz OCDE