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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sem equívocos

05.04.12

 

 

 

Passos Coelho disse um rol de coisas em campanha eleitoral que não cumpriu. Até arrepia ouvir as declarações sobre os cortes nos vencimentos ou nos subsídios. Fez o contrário num registo que se pode considerar de inverdades e está a exercer de um modo semelhante ao seu antecessor. Lá terá as suas justificações e os últimos dias têm sido férteis em desculpas que não convencem e que só pioram a circunstância movediça.  

 

Perdeu-se a possibilidade de liderança demasiado depressa. A mentira é fatal e agrava-se quando nem o mais elementar erro é reconhecido. As lideranças afirmam-se num exercício corajoso nos momentos mais difíceis. Os cortes em subsídios, por exemplo, não são tão difíceis de tomar como se quer fazer crer. O que começa a evidenciar-se é o princípio ideológico tout court e a desorientação sobre o resultado que se vai obter. A situação pode mesmo agravar-se se a oposição mainstream não tiver qualquer credibilidade e se, por exemplo, as greves gerais e as grandes manifestações nao passarem de exercícios de faz de conta.

 

(Já usei este texto noutro post; adaptei-o, apenas)

a nova moeda e a confiança

05.04.12

 

 

 

 

"O CEO da Covey Leadership Center e líder do Global Speed of Trust Practice já integrou a lista dos 25 americanos mais influentes da revista Time e esteve em Lisboa para a Happy Conference, onde falou sobre a importância vital da confiança no poder das organizações." (esta frase é da edição impressa da Pública e foi uma cortesia do José Mota).

 

A confiança poderá ser a nova moeda para a economia. Nos sistemas escolares é a palavra chave desde há muito. A confiança nos professores é decisiva para eliminar a má burocracia. A palavra de um professor vale menos que um qualquer relatório, mesmo que seja um copy and paste. O pior da quebra de confiança reflecte-se na indisciplina na sala de aula. A constante degradação mediática da imagem dos professores só é superada pelas políticas que os desacreditam no poder das organizações. É um ranking ensandecido. As crianças e os jovens intuem o estado de sítio. Tudo começa no estatuto do aluno, passa pelo dos professores e pela sua avaliação e prossegue nos modelos de gestão escolar. Se para Stephen Covey é esse o caminho que existe, para o sistema escolar trata-se de o recuperar. Quanto mais tarde o fizermos, mais depauperada ficará a democracia e mais difícil será a empreitada financeira.

 

(Este texto já foi usado noutro post)