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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

exercício de memória

03.04.12

 

 

Em 7 de Maio de 2008, escrevi o seguinte:

 

As pessoas registam e continuam estranhamente sossegadas. Nada de bom se adivinha. Os administradores hospitalares usam recursos públicos em telefones pessoais, cartões de crédito, automóveis e almoçaradas, os corruptos ficam absolvidos em tribunal porque o corrompido era vereador sem pelouro, os casos de financiamento partidário duvidoso são banais, os bancos e os negócios do sector imobiliário "aprisionaram" a sociedade até à medula, os fundos estruturais foram alvo de um fartar vilanagem, a comissão de ética da Assembleia da República é composta por pessoas - algumas, claro - cujo historial conhecido dá uma volta ao estômago, o desplante para ocupar lugares de decisão está num saldo inaudito e preocupante, e podíamos ficar aqui a debitar casos que explicam a parte maior da prevista e desgraçada condição financeira do país.

 

Lembrei-me do professor José Gil e do seu "imagem-nua e pequenas percepções". O prefácio é a propósito dos readymade e da análise detalhada à realização de uma escultura. Mas podia ser também da publicidade. As imagens estão por aí, vemo-las sem as vermos, mas ficam registadas, condicionam as nossas escolhas e vão-se perigosamente acumulando. Um dia, entrarão pelos estômagos adentro e já poderá ser tarde.

 

os gráficos e as mentiras da dívida

03.04.12

 

(Este texto já foi usado noutro post)

 

Daqui.

 

"O ridículo da situação financeira do capitalismo global - clicando em cada país vê-se a dívida a cada um dos outros, mas vê-se sobretudo que nunca podem ser a Grécia, Portugal ou a Irlanda a representar uma ameaça efectiva dada a pequeníssima escala comparativa das suas dívidas. Os PIIGs são de facto BODEs (expiatórios) de uma gigantesca trapalhada especulativa feita com dinheiro electrónico que, de facto, não existe. O medo deles é que alguém comece por fazer o que tem que ser feito - NÃO PAGAR, porque a dívida é irreal, electrónica e ilegítima e fabricada pelas Goldman Sachs e criminosos afins - por isso ameaçam os pequenos países e acusam-nos de fazer cair o mundo apesar das dívidas que eles têm não terem qualquer significado. E este quadro não mostra as dívidas à China, sobretudo a dos EUA - não há ecrã de computador que comporte."