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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

bicos de pés e fuga assustada para o centro

24.03.12

 

 

Passos Coelho garante que está a fazer uma "revolução tranquila"

 

Depois de um início de inspiração ultraliberal, estamos a assistir a uma desorientação programática que tenta meter, pasme-se ou talvez não, ex-governantes socialistas à mistura. E interroguei-me: para onde será a próxima fuga? Lembrei-me de José Bragança de Miranda em Queda sem fim, seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe.

"(...)Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável (a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos "neoludditas" actuais.), alterou profundamente as condições da experiência. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida (dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra seria: "Na simcult, quem não for rápido está morto"(...)"

tribunal de contas sentencia sobre a parque escolar

24.03.12

 

 

Os buracos de milhões inundam diariamente a agenda mediática e podem criar o efeito de encolhimento dos ombros e de quero lá saber. Se quisermos sair da encruzilhada, não basta construirmos o futuro: temos de limpar o passado. Não há outro modo de sairmos de onde estamos. Doa a quem doer.

 

Gestão da Parque Escolar compromete modernização das secundárias 

 

"(...)Entre outros factos, o TC responsabiliza os administradores da empresa, que entretanto se demitiram, por terem autorizado despesas e pagamentos ilegais num montante superior a 500 milhões de euros; considera que estes restringiram “os mecanismos de concorrência” na contratação dos projectos de arquitectura; que permitiram um acréscimo de 53,7 milhões de euros no valor global das contratações iniciais das empreitadas com a realização de ‘trabalhos a mais’ e de trabalhos de suprimento de “erros e de omissões’”, sem que se tivesse procedido à responsabilização dos seus actores. O mesmo aconteceu com o “incumprimento generalizado” dos prazos das empreitadas, com atrasos na conclusão obras superiores a 100 dias.

A PE foi criada em 2007 para gerir obras de modernização em 332 escolas secundárias até 2015. O TC lembra que, quando do lançamento do programa, foi previsto um investimento total de 940 milhões. Em 2010, quando estavam abrangidas 205 escolas, o investimento considerado necessário já tinha mais do que triplicado e situava-se em 3,2 mil milhões de euros. “Um aumento de, pelo menos, 218,5%, não obstante abranger apenas 64% do número de escolas que se pretendiam modernizar”, esclarece o TC.(...)"