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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

um pequeno passo

17.03.12

 

 

 

 

Depois da força da razão ter derrotado o inclassificável concurso de professores titulares, uma parte significativa do monstro da avaliação do desempenho, alguma da má burocracia inerente ao estatuto do aluno, a má propaganda à volta da parque-escolar-sa, das novas oportunidades e do plano tecnológico e o discurso anti-professores de Lurdes Rodrigues e José Sócrates, chegou a vez do modelo de gestão escolar sofrer o primeiro abalo legislativo (mesmo que em registo de comédia).

 

Apesar das mudanças acordadas ontem entre o Governo e a FNE (se não gostaram, assinaram porquê?) desagradarem à maioria, até o secretário de Estado (sim, porque Nuno Crato parece reservar-se para assuntos "maiores" e deixa a democracia nas escolas não superiores para outros) se desculpou afirmando que estes ajustamentos eram apenas por causa da nova avaliação, há pequenos passos que demonstram que não será necessário muito tempo para que se legislem mais alterações.

 

Para além deste modelo inscrever várias "impossibilidades" para a gestão de organizações com as escalas mais diversas, ficou patente que só a falta de coragem para afrontar os poderes mainstream, e da opinião publicada (tudo muito longe das escolas e das salas de aula), impediu verdadeiros progressos. É já consensual que este modelo não serve e que retirou das escolas o poder democrático. A exemplo das questões referidas no início do post, a força da razão prevalecerá.