Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a praga dos descomplexados competitivos?

15.03.12

 

 

Santana Castilho disse uma coisa que parece óbvia: uma organização progride se existir estabilidade no seu elenco de profissionais. Alguma blogosfera docente apareceu logo a questionar a conclusão e a pedir evidências empíricas. Chega a ser cómico o nosso desvario. Se Santana Castilho afirmasse o contrário, quem é que reagiria e como é o que o faria? Os adeptos da emigração dos outros advogariam de imediato a substituição dos portugueses por noruegueses, a aplicação de contratos semanais e o lançamento Atlântico dos que necessitem de mais do que três segundos para adaptação a novas realidades; e defendiam tudo isso a pensar no interesse colectivo, no aumento exponencial da natalidade e no bem da nação.

dívida para os bisnetos

15.03.12

 

 

Acompanhei com interesse as ultimas legislativas em Inglaterra e fiquei aterrado com a dimensão da dívida. O silêncio mediático à volta do assunto terá uma qualquer explicação e não é apenas mais uma teoria da conspiração. A ligação umbilical com os EUA e a ausência do euro serão argumentos nada desprezíveis no mundo guerreiro da diplomacia internacional. As dívidas gregas, portuguesas e por aí fora são mesmo coisas menores se comparadas como o que está em causa nos mundos financeiro e da comunicação social.

 

Obrigações a 100 anos? Já não chega a herança que deixamos a filhos e netos?

 

Reino Unido prepara emissão de obrigações a 100 anos

OCDE combate o desemprego

15.03.12

 

 

 

É recorrente a fúria contra as empresas de raiting e o argumento mais usado para esse descontrole emocional passa pelas dúvidas em relação aos estudos empíricos e aos dados e classificações que fornecem. A recolha de dados é um mundo que hollywood inveja e até os países entraram, está comprovado, no jogo da manipulação para aderirem à moeda única.

 

Neste momento, e após a crise financeira provocada pelas fraudes das instituições ditas credíveis e do outrora envernizado mundo da alta finança, os estudos internacionais têm a mesma classificação que Paul Krugman atribuiu à economia e aos economistas: falhanços sem redenção nos tempos mais próximos. Nas matérias da Educação, a OCDE, e como se tem visto nos últimos dias, mais parece uma estrutura da estratosfera, gulosa no consumo de recursos financeiros e "amiga" das benesses ilimitadas. Dá ideia que este tipo de estruturas existem para que o desemprego nao seja praga também aí.

do bem e do mal

15.03.12

 

 

 

 

"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseverarão integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a perseverarão e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"

 

Miguel Real (2011:113).

"Nova teoria do mal". Lisboa. D. Quixote