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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

das eleições escolares

14.03.12

 

 

 

 

Ouvi uma socióloga muito mediatizada dizer uma coisa que subscrevo. Foi visitar a escola secundária frequentada pelas netas e ficou horrorizada com a dependência em relação ao MEC, com o modelo de gestão escolar e com a forma como se elegem os directores. Disse que não tinha muitas certezas sobre a composição do caderno eleitoral, mas que os professores e os funcionários é que conhecem as pessoas e não devem ser impedidos de votar.

 

Como dizem os especialistas em direito administrativo escolar, o modelo vigente é inédito no mundo conhecido. Existe um concurso promovido por um Júri constituído por membros do Conselho Geral. Analisa os currículos e realiza entrevistas. A lei exige que faça a seriação dos candidatos, dando primazia ao desempenho em cargos de gestão, e que a apresente ao Conselho Geral, que, depois de analisar e discutir os projectos de intervenção dos candidatos, procede à eleição por voto secreto e pode fazer tábua rasa do trabalho anterior. Os profissionais com vínculo à instituição (docentes e não docentes) estão em minoria nesse órgão.

 

Estamos a assistir a uma série de mudanças no modelo vigente. Desde a composição dos Conselhos Gerais e dos Conselhos Pedagógicos até à liberalização do número de Departamentos Curriculares, passando pelo regresso dos processos eleitorais e pela possiblidade da escolha da natureza do órgão de direcção: unipessoal ou colegial. Fica a expectativa quando à forma como se vai encarar o problema levantado pela encarregada de Educação.

à nossa volta

14.03.12

 

 

Olhamos para o que nos rodeia e já vemos o cenário traçado por José Pacheco Pereira: "(...)o populismo ganha eleições e depois governa-se sem lei ou com pouca lei. E como há uma grande desagregação do sistema judicial e uma grande desagregação da autoridade do sistema judicial, uma desagregação, no fundo, do primado da lei, está criada essa cama(...)”. 

a matemática e a parque escolar

14.03.12

 

 

 

 

Os defensores da empreitada parque-escolar-sa refugiam-se nos números da derrapagem. Insistem em fazer a prova matemática de que o espalhanço não foi da dimensão que é anunciada. Apesar de Paul Krugman os ter desiludido quando afirmou recentemente que os economistas foram um falhanço, teria sido melhor que tivessem estudado economia em vez de matemática.

 

Há atributos essenciais à compreensão do descalabro que não devem ser ignorados e o eleitoralismo ocupa um lugar destacado. Se é certo que o edificado da rede escolar carecia de melhorias, o que se fez pode ser nivelado por uma monarquia das arábias e é um retrato do despesismo que nos desgraçou para as próximas décadas. Estamos numa encruzilhada. O investimento na atmosfera organizacional e relacional das organizações, e nos meios nucleares aos seus propósitos, continuam subalternizados em relação à despesa sem retorno e com "impossibilidades" de manutenção.