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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

nova proposta de revisão do modelo de gestão escolar

12.03.12

 

 

Encontra-a aqui. Há novidades em relação ao Conselho Pedagógico e aos Departamentos Curriculares.

O Conselho Pedagógico não pode ter mais de 17 membros, sem a presença do pessoal não docente, dos encarregados de educação e dos alunos. A composição é estabelecida pelos agrupamentos e escolas não agrupadas nos termos do respectivo regulamento interno, onde também será definido o número de Departamentos Curriculares (não têm de ser os actuais quatro).
Os coordenadores de Departamento Curricular, que serão eleitos, devem ser preferencialmente docentes de carreira com uma especialização em supervisão pedagógica, avaliação de professores ou administração escolar. É uma cedência à industria-que-move-milhões-e-que-deve-estar-cada-vez-mais-aflita.
Esperam-se os desenvolvimentos nas matérias mais decisivas.

sem esquerda?

12.03.12

 

 

Era natural que o processo parque-escolar-sa, uma epifania achada em plena crise financeira e que se achou que salvaria a economia, tivesse o trágico episódio em curso. O desmiolo é um bom exemplo do nosso desastre. Sabia-se, está mais do que comprovado, que o Governo que iniciou a empreitada não estava convicto na defesa da rede escolar pública. Para além disso, os interesses-do-betão-e-de-outras-coisas-mais capturaram o financiamento.

 

Já há dias fiquei com a sensação que os dirigentes da Fenprof defendiam a megalomania; parece que não. Desta vez é um cronista de esquerda que escreve o seguinte: "(...)Para além dos efeitos económicos e descentralizados deste tipo de obra (mais de 9.000 postos de trabalho, mais de 2.700 empresas envolvidas), a boa qualidade das instalações trava a degradação do ambiente nas escolas, melhora o desempenho de docentes e alunos, devolve a autoestima a toda a comunidade escolar e, mais importante, segura a classe média no ensino público, condição fundamental para garantir a qualidade de ensino e impedir a criação guetos sociais nas escolas.(...)"

 

O blairismo esvaziou a esquerda que aspira a governar porque cavalgou uma agenda neoliberal misturada com um populismo de esquerda que parecia engavetado no período anterior à modernidade. Dá ideia que actual PS está desorientado, a exemplo da restante esquerda mainstream, onde penso que se situa o citado cronista, e que se afirma aquém do Partido Comunista. Há quem tenha percebido o desastre das políticas educativas, mas o ADN desta esquerda sem esquerda continua agarrado à oportunidade como primeira arma de combate ideológico e ajuda-nos a perceber cada vez melhor as origens da nossa bancarrota. Sem uma clara assumpção da trágica herança e da sua condenação, não haverá espaço para a construção de caminhos alternativos.

Ideologias, preconceitos e heranças

12.03.12

 

 

 

Os 48 anos da ditadura do século passado consolidaram uma sociedade amedrontada, desconfiada do exercício da cidadania, temerosa do contraditório, alojada na pequena e na grande corrupção, desrespeitadora do Estado e do bem comum e que não considera a organização um valor precioso.

 

É evidente que para esse estado também contribuíram outros factores históricos, como os de origem religiosa. A jovem democracia, que ainda regista números escolares que envergonham, demorará, se tiver tempo e engenho para isso, gerações a atenuar.

 

Existem preconceitos que parecem "guardar" a sociedade que descrevi, que supervisionam a ousadia e a poesia de geração em geração e que reagem ao novo com medo da não conservação da herança que nos trouxe até aqui. Controlam os danos de forma subtil e eficaz: classificam de ideológico, dando-lhe uma conotação pejorativa, o que os pode inquietar ao mesmo tempo que se põem a salvo da radical catalogação.

 

É a forma ideológica e fanática do mau conservadorismo. Existe em modo silencioso que parece esperar a redenção com a chegada "anunciada" do regime protector de todos os males do mundo. 

da origem

12.03.12

 

 

 

 

 

Mesmo que se possa desconfiar da manipulação dos dados, a leitura do gráfico deixa-nos perplexos. Quem lucrou com tudo isto continua a alimentar a ganância? É bom que se diga que muitos países ocidentais não estão em melhor situação.