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Correntes

em busca do pensamento livre

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marcelo rebelo de sousa e o bullshit que arrepia

11.03.12

 

 

Quando me solicitaram que divulgasse as perguntas da semana a Marcelo Rebelo de Sousa fui taxativo: faço-o, mas tenho ideia que o analista é tão bullshit e cata-vento que ainda vira o assunto do avesso.

 

Estive com atenção e confirmei as minhas reservas. Quando abordou o assunto dos concursos de professores, Marcelo Rebelo de Sousa até me arrepiou com a injustiça que usou como argumento: os professores das escolas do Estado até ficam beneficiados em relação aos das escolas com contrato de associação porque têm a bonificação da avaliação, coisa que não ocorreu com crédito nas escolas "privadas"(aqui deu-me vontade de rir, salvo seja, ao lembrar-me da prosápia com a avaliação dos privados). Este bullshit que arrepia teve, é bom que se diga, a assinatura de todos os sindicatos e a veneração de milhares de professores.

sapo no ipad

11.03.12

 

 

 

 

 

 

Utilizei muito os Palm OS e os denominados computadores portáteis, mas só passei para o IPAD quando me assegurei que o indispensável estava garantido. Contudo, os blogs do sapo ainda têm que caminhar para se tornarem autónomos. É possível lançar um post e fazer a gestão do blogue, mas é quase sempre "obrigatório" temporizar de modo a fazer uns acertos noutro dispostivo. E já tive uns dissabores, para além das habituais gralhas em textos ou emails. Perdi de vez o contador do sitemeter com o histórico da utilização do blogue nos útimos dois anos e se quiser regressar à aplicação tenho de fazer um novo registo e começar a zeros. Também apaguei o link para um blogue e valeu-me o aviso imediato de uma leitora. Neste caso, foi simples a reposição.

 

A utilização do Facebook no Ipad pode fazer-se a partir do Safari (navegador da internet) ou numa aplicação própria. A segunda é ainda muito lenta e a primeira tem os botões localizados em sítios diferentes do habitual o que já me levou a eliminar inadvertidamente publicações com "gostos" e comentários. Peço desculpa pelo facto e aí a responsabilidade deve-se apenas à minha distracção.

 

Estou satisfeito com o IPAD. Faço, como disse, tudo o que fazia anteriormente e aumentei a portabilidade, a poupança de energia e as condições para registar imagens.

sétima vaga

11.03.12

 

 

 

 

 

A costa portuguesa é recomendável. É tão apelativa que é difícil contrariar o despovoamento do interior. Já noutro dia dei conta da mais bela lagoa da Europa, a de Óbidos, e da lindíssima Foz do Arelho. É rara a semana em que não percorra, umas duas a três vezes, a dezena de quilómetros que une a Foz às Caldas da Rainha. A Avenida do Mar tem umas sete ou oito esplanadas como vista deslumbrante (o INATEL também se recomenda). Escolho quase sempre o Sétima Vaga. Música audível, acesso wireless gratuito, pessoas muito simpáticas e umas boas tostas-mistas acompanhadas, a pedido, claro, de sumo de laranja natural. Nos Domingos de muito bom tempo, e no pico do Verão, o excesso de automóveis perturba a inigualável tranquilidade.

é apenas das lentes?

11.03.12

 

 

 

Lemos as declarações do representante de uma das organizações de dirigentes escolares, ANDAEP, e concluímos, pela enésima vez, que as divergências em relação ao modelo de gestão escolar não são apenas provocadas pelo uso de lentes diferentes. Há matéria mais profunda que se relaciona com o estado da nossa democracia e com os desperdícios financeiros originados pela traquitana do Estado.

 

Já há tempos escrevi assim:

 

Por muito que custe ler o que vou escrever, a transição para o actual modelo de gestão escolar fez-se com naturalidade. A maioria das Assembleias de Escola passaram a Conselhos de Escola e os Conselhos Executivos a Direcções. Tudo na paz divina e para proteger os "cantinhos" dos males do mundo. Houve alguma discussão nos órgãos de comunicação social e na blogosfera, mas apenas um reduzido grupo de professores discutiu o assunto e sentiu na pela alguns efeitos discriminatórios. Houve um pico com as tradicionais ameaças de demissão, mas nada de importante aconteceu.

 

À medida que o modelo se desenvolve, conhecem-se as motivações mais profundas. Neste momento, são as associações de directores que dizem que o governo cedeu aos sindicatos ao apresentar uma proposta que vai no sentido da eleição dos coordenadores de departamento. É espantoso.

 

Para quem não saiba, não está em causa a equipa da direcção. Essa, e muito bem, é escolhida pelo Director ou por quem liderar uma lista candidata. Os coordenadores de Departamento são membros do Conselho Pedagógico, representam o seu Departamento e devem ser eleitos pelos respectivos professores. Fazem parte da equipa da instituição. Dirigi uma escola pública durante muitos anos e nunca senti qualquer necessidade dessas nomeações. Quem está confiante no seu projecto, e acredita mesmo na força da democracia, prefere trabalhar com pessoas legitimadas pelo voto. Se, como se verificou em muito casos, as eleições servem para "castigar" pessoas, também as nomeações podem ter efeitos perversos. A democracia não é perfeita.

 

Hoje, conheceram-se declarações do mesmo teor.

 

Diploma de autonomia das escolas" põe toda agente a mandar no director" - Directores de escolas públicas

 

"Só o diretor é que não manda em ninguém. O seu papel está mal definido nesta proposta do Ministério da Educação e acaba por fragilizar a escola pública", lamentou Adalmiro Fonseca, no final da Assembleia Geral da ANDAEP, que hoje decorreu em Leiria.

"O facto de, no novo diploma que está em discussão, se prever que os coordenadores dos departamentos nas escolas sejam eleitos e não nomeados fragiliza a liderança dos diretores, que não podem sequer escolher a sua própria equipa", exemplifica."

alemães não desistem

11.03.12

 

 

 

Convenço-me que há muitos alemães que não desistem da ideia de afastar da zona euro os países do sul da Europa. Até parece que a injecção de capital por parte do BCE, e a compra de dívida pública da Grécia e de Portugal, decorrente da crise declarada em 2008, não teve qualquer relação com as políticas dos restantes países europeus e dos EUA. Mas mais: sabiam que com as políticas de austeridade em curso seria impossível que as economias crescessem em 2012.

 

Alemanha diz que Portugal precisará de novo resgate até ao final do ano