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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

novo modelo de gestão escolar

09.03.12

 

 

 

 

Apesar de tudo indicar que a obsessão com o aumento do espaço, neste caso da escala, é apenas a resposta aflita à supressão do tempo, os mega-agrupamentos carecem de outro regime de gestão escolar. A humanização como categoria organizacional impor-se-á à escala e será uma resposta para contrariar a absolutizacão do presente.

 

O modelo vigente, e o que se anuncia, é incapaz de gerir as mega-organizações. Será a anarquia em forma de caos, por muito interessante que seja o estudo dessa imagem organizacional.

 

Para além de ser imperativo devolver à escola o perdido poder democrático, será necessário consolidar as especificidades de cada uma delas e afirmar os planos estratégicos educativos locais no âmbito de um quadro de divisão administrativa do país que se identifique como moderno e razoável. Desta forma, é fundamental definir de vez o papel dos municípios na gestão dos territórios educativos que não se devem circunscrever ao escolar. Não faz sentido que a participação das autarquias se exerça em cada escola ou agrupamento. Deve focar-se nos Conselhos Municipais de Educação (existem?) com um nível exigente de prestação de contas nas políticas de educação e nos números do abandono escolar.

 

Quase que só temos conseguido substituir a atomização desresponsabilizadora do centralismo pelo caciquismo local. Se não formos capazes de civilizar as ideias de compromisso, de cooperação, de mobilização, de contrato e de poder democrático, andaremos muito, depressa, sem resultados positivos, principalmente sem progressos e invariavelmente voltaremos atrás a sítios que nos pareceram seguros.

no dia seguinte (post local)

09.03.12

 

 

 

 

Ontem, dia tão feminino como os restantes, fui discriminado num convite para um jantar comemorativo do 8 de Março. Nada de novo. O que não me surpreendeu foi a escolha do restaurante. Como o género mais festivo já se vai esquecendo das tarefas culinárias, nada melhor do que um repasto cheio de mão-de-obra num espaço com chaminés semelhantes às da imagem. Haverá outra explicação? Será um novo conceito, em que o trabalho passou a ser considerado festa? Estará a decisão relacionada com a falta do pragmatismo masculino nas questões da visão, do plano estratégico, da ordem logística e do trabalho efectivo? Ou será apenas o regresso a tarefas de um passado distante?

mais uma volta

09.03.12

 

 

Não temos emenda. É o presidente da República a deixar o sentido de Estado pelas ruas da amargura ao classificar publicamente o inclassificável ex-primeiro-ministro J. Sócrates e é a "malta" do arco governativo (o tal da bancarrota e das benesses ilimitadas) que, nem três anos depois, dá mais uma volta à rotunda e nos deixa atónitos com a velocidade das mudanças de direcção ou de sentido. E depois eram os bloggers que exageravam quando diziam que o poder democrático da escola estava em plano tão inclinado como o das finanças.

 

Pais, alunos e funcionários fora dos Conselhos Pedagógicos das escolas

 

A principal alteração à última versão da proposta do Governo de modelo de gestão das escolas, que será debatida nesta sexta-feira pelo Ministério da Educação com as duas principais organizações de sindicatos de professores, diz respeito à composição do conselho pedagógico, que passa a incluir apenas professores, deixando de fora pais, alunos e funcionários.