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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

confusão elevada a n

31.03.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Começa a generalizar-se, agora que serão muito poucas as escolas que ficarão não agrupadas, a evidência que agrupar escolas com o actual modelo de gestão obrigará a perdas de centralidade e que a maioria ficará sem direcção, conselho geral, conselho pedagógico, coordenadores de departamento, representantes de grupo disciplinar, coordenadores de directores de turma e por aí fora.

 

Nesta fase, a indignação ou perplexidade remete para a perda e para a angústia com a confusão que se estabelecerá. Será apenas a primeira fase. Depois surgirão as comissões administrativas provisórias e as eleições para os conselhos gerais transitórios. O processo verá a temperatura subir. O termómetro espantar-se-á com o processo dos conselhos gerais e com o concurso seguido de eleição, o tal que os especialistas dizem ser único no mundo, que indicará os directores. Seguir-se-ão eleições (também no modelo de três indicações prévias, quiçá importado do planeta mercúrio e para populações imaturas) e nomeações para os diversos cargos. Aí ficaremos a saber se existem medidores de temperatura capazes de identificarem o estado de sítio. Há muitas instituições que já sobrevivem, desde meados da década, no caos vigente e aconchegam-se na fuga possível: os desmiolos não costumam durar muito tempo.

conselhos gerais indignados

31.03.12

 

 

 

 

Recebi por email a seguinte carta:

 

COMUNICADO – 30 de Março de 2012

Conselhos Gerais de Vila Nova de Gaia indignados com a DREN

Os Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia manifestam publicamente a sua indignação pelo não cumprimento da legislação em vigor, quanto à consulta prévia obrigatória sobre a constituição dos novos agrupamentos no seu concelho.

Os Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia, reunidos ontem na Escola EB 2,3 Soares dos Reis, vêm por este meio dar conhecimento público de um conjunto de diligências, relacionadas com a constituição dos novos agrupamentos no concelho de Vila Nova de Gaia, que não obtiveram qualquer resposta até à data.

No sentido de poder enquadrar melhor esta nossa posição, queremos relatar que, desde o ano letivo 2008/2009, quando foram criados os primeiros Conselhos Gerais Transitórios escolares em substituição das Assembleias-gerais de escola, todos os 23 Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia se reúnem regularmente – pelo menos uma vez por período –, realizando também o seu Encontro Anual, com o objetivo de discutir, interpretar e operacionalizar de forma eficaz todas as competências que nos foram atribuídas pelo Decreto-lei n.º 75/2008, no sentido de contribuir para a melhoria de todo o processo educativo dos nossos alunos.

Como é da legislação em vigor, e principalmente segundo o Despacho n.º 4463/2011, de 11 de março de 2011, as propostas de agregação de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas devem ser precedidos de consulta aos conselhos gerais dos agrupamentos e escolas e aos municípios respetivos, os quais devem pronunciar-se, no prazo máximo de 10 dias.

Assim, queremos alertar publicamente para os seguintes factos:

1. Desde Janeiro do corrente ano, conhecedores das intenções e preocupados com a forma da possível evolução na agregação de escolas, os Presidentes dos Conselhos Gerais dos Agrupamentos de Escolas e
Escolas Não Agrupadas de Vila Nova de Gaia solicitaram, por diversas vezes, formal e informalmente, ao Diretor Regional da DREN, Dr. João Grancho, o agendamento de reuniões para tratar deste assunto, no sentido de se preparar antecipadamente todo este processo e tentar encontrar a melhor solução possível. A todas estas solicitações a resposta foi sempre nula.

2. Neste momento temos conhecimento público que a DREN, após auscultação do Município de Vila Nova de Gaia, deu conhecimento aos Diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia de uma proposta de Agregação para as Escolas deste Concelho.

3. Assim constata-se que há, de facto, um processo a decorrer sem a audição prévia dos Conselhos Gerais, em clara inobservância da lei, uma vez que não existiu, até ao momento, nenhuma diligência por parte da DREN no sentido da auscultação dos Conselhos Gerais sobre este assunto, não parecendo também haver intenção de que tal facto venha a acontecer.

4. Deste conjunto de acontecimentos já deu conhecimento formal ao Ministro da Educação e Ciência, Dr. Nuno Crato.

Pelo exposto, e constatando-se o incumprimento da lei na questão da auscultação formal dos Conselhos Gerais – órgão que representa toda a Comunidade Educativa, como comprova o facto de ser constituída pelos representantes dos docentes, do pessoal não docente, dos alunos, dos pais e encarregados de educação, dos representantes da autarquia e da comunidade local – de Vila Nova de Gaia neste processo, os Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia ontem reunidos decidiram, face à ausência total de respostas, não só denunciar publicamente esta situação, como mostrar também a sua indignação pública pelo facto de, até à data, não terem sido envolvidos num processo tão importante e decisivo na educação dos nossos alunos, como é a possibilidade de agregação de escolas do nosso concelho, isto apesar de o termos solicitado por diversas vezes.

Os representantes dos 23 Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de

Vila Nova de Gaia,
Avelino Azevedo
Presidente do CG da Escola Secundária de Oliveira do Douro

António César Viegas
Presidente do CG do Agrupamento Dr. Costa Matos

petição - educação tecnológica obrigatória no 3º ciclo do ensino básico

31.03.12

 

 

 

 

Recebi por email e encontra-a aqui.

 

 

"Considerando que a Educação Tecnológica (que deriva da anterior disciplina de trabalhos oficinais e/ou área vocacional) sempre existiu, e permite aos alunos “aprender fazendo”, em contexto de sala/oficina, com trabalhos/projetos práticos de mecânica, carpintaria, eletricidade, etc., (consoante a logística de cada escola/agrupamento). É uma disciplina de que os alunos gostam e onde não há insucesso escolar. A Educação Tecnológica serve (e sempre serviu) de estímulo para continuarem os seus estudos nas vias de ensino técnicas/profissionais, para serem técnicos qualificados e responsáveis no futuro.
Numa escolaridade de 12 anos, faz todo o sentido existir Educação Tecnológica no segundo e terceiro ciclos do ensino básico porque se complementam e aprofundam as competências adquiridas pelos alunos na área técnica e tecnológica, tanto mais quando se afirma querer reforçar o ensino profissional.
Considerando que não há quaisquer estudos, ou orientações, que recomendem a extinção da Educação Tecnológica e que esta disciplina existe na maioria dos países desenvolvidos, pois a sociedade tecnológica em que vivemos, e queremos continuar a viver, assim o exige.
Estão em risco cerca de 3000 professores do quadro e contratados de Educação Tecnológica deste país (muitos com 15 ou mais anos de serviço) e o respetivo conhecimento acumulado ao longo de muitos anos de serviço.
Propomos que a disciplina de Educação Tecnológica faça parte do currículo nacional do segundo e terceiro ciclo, como disciplina obrigatória, oferecida em todas as escolas, eventualmente, a par de outras disciplinas de caráter artístico, reforçando a formação completa dos alunos, existindo desde o 5º até ao 9º ano."

voracidade

31.03.12


Por vezes, esboço um post com uma imagem ou uma ideia e temporizo-o para quinze dias depois ou coisa do género. Raramente são publicados nessa versão rascunho. Contudo, nos períodos de férias, ou quando estou menos ligado à rede, sucedem publicações inesperadas. Como sei que isso me pode acontecer, tenho o cuidado de temporizar posts "inofensivos".


Hoje aconteceu isso com 3 posts. Peço desculpa. Um deles, "O polvo?", tinha mesmo uma imprecisão um bocado chata. Há muito tempo que isto não me acontecia e prometo ter ainda mais cuidado. Há uma lição que cada vez mais se vai salientando: a tecnologia acelerou o tempo e as redes electrónicas tornaram-no voraz.

as escolas, as horas e o curricular

30.03.12

 

 

 

Primeiro que tudo – e convém esclarecer – horas escolares é uma questão pessoal. Não consigo resumos para tão pouco tempo. Sou pouco dado a coisas rápidas. Sonhei viver uma eternidade acompanhado das pessoas que mais amo. A angústia da luta contra o tempo desgosta-me. Feitios. Acima de tudo, confesso, gosto da solidão do meu pensamento. Aprecio a elaboração de ideias. É um prazer indizível. É francamente o meu jogo predilecto.

Falar das horas escolares, engloba a minha, já confessada, sedução pelo tempo. Pela sua inexorável voracidade. Mais do que a impossibilidade do eterno retorno, as aulas escolares sempre me pareceram um saltitar de jaula em jaula. Ensinámos, ensinamos e ensinaremos de acordo com os tempos que correm. Com tanta pressa, pela superficialidade ficaremos. Escolarizados e condenados, mas não sages.

Todos querem ter um lugar ao sol na composição dos programas escolares. Tanto há para ensinar. Incontestável e legítima ambição. Da intuição à retórica, tudo justifica a necessidade de mais tempos escolares.

Desde as associações científicas de professores aos sindicatos de docentes, passando pelos membros dos governos ou das respectivas oposições, todos advogaram a favor da redução do número de aulas escolares. Fez escola e foi consensual. O resultado de todas essas consultas e discussões teve, quase sempre, como resultado a manutenção de quase tudo. Os argumentos repetiram-se. Até podemos imaginar um lapidar diálogo. Diz o docente da disciplina x: “Têm que reduzir o número de aulas escolares, nem sei como é que os alunos aguentam isto”. Responde o docente da disciplina y: “Sim, sim. Mas nas aulas da disciplina z, pois nas minhas, ou nas tuas, seria o caos, não te esqueças”. Tarefa inumana para o decisor.

Por tudo isto, ser criança em tempo escolar implicará uma percepção alargada e cheia de inúmeras imagens. A sua relação com os mestres será efémera. Curtos – muitos e intermitentes - períodos de concentração serão os segredos de uma boa aprendizagem: entretanto, pouco ou nada se sabe sobre a forma como cada um aprende. A figura do mestre perder-se-á na razão da sua multiplicidade. 
A criança necessitará de recorrer a fontes mais velozes, associará ao desperdício de tempo a ideia do pecado original. Terá saudades do futuro? 

Na ânsia do minimalismo economicista, projectado desde as nanoteconologias à magreza corporal, nada escapa a esse círculo estonteante. O “zapismo” da vida leva-nos a esta angústia. Andamos tanto para não sairmos do mesmo sítio (e, no entanto, a ciência avança, todos os dias).

É tudo curto, rápido e impreciso. Devorar o “Em busca do tempo perdido” de Marcel Proust, sete volumes, cerca de 4000 páginas em “times new roman” 09, ficará fora de qualquer programa escolar. É pena. A eternidade toda, paradoxalmente, em sete volumosos volumes.

Volta a ser, novamente, uma questão do universo pessoal. A única revisão curricular – e com as mais variadas posições horárias - está dentro de cada um de nós: um postulado para a eternidade, digo eu.



(Este texto não é inédito.
Publiquei-o numa revista da especialidade,
algures em 2000, 2001 ou 2002)

educação tecnológica

30.03.12

 

 

Recebi o seguinte email devidamente assinado:

 

Grupo 530 - Educação Tecnológica – Informações Importantes
30 de Março de 2012

É altura de dizer aos docentes do grupo 530. MEXAM-SE.

Contactei há pouco a Associação Nacional de Professores de Educação Tecnológica (ANAPET) e falei com a direção, prof. Adérito Gomes, e ele disse-me que esteve reunido (hoje à tarde) com o secretário de estado da educação, e que tem garantias que o MEC não esqueceu a disciplina e que demonstrou abertura para dar instruções às escolas para que no próximo ano letivo as ofertas de escola sejam preferencialmente nas áreas técnicas e dadas por profs. de ET.
Ele disse-me também que o sec. de estado o convidou para fazer parte de um grupo de trabalho, que irá elaborar as diretrizes para as escolas atribuírem os docentes na disciplina de oferta de escola, consoante a sua área de formação.
Temos que nos mexer, senão a disciplina cai no esquecimento, e a curto prazo acaba definitivamente!
Os de EVT mexeram-se (e bem), e conseguiram alguma coisa!
Os de TIC mexeram-se (e bem), e a disciplina aparece obrigatória no 7.º e 8.º ano!
Para finalizar, ele pediu-me para divulgar a associação pelos colegas de ET, e para todos os colegas de ET lhe enviarem e-mails (ou o contactarem) com sugestões/propostas/reivindicações.
Aqui ficam os contactos:

http://aanapet.blogspot.pt/

E-mail: direcao.anapet@gmail.com

Tlm – 919480467 (prof. Adérito Sá Gomes – direção da ANAPET)

Temos que nos unir, pois a união faz a força!
Cumprimentos.

quando é urgente, já é demasiado tarde

29.03.12

 

 

 

 

 

O sistema escolar estará, para não variar, em reboliço. Muda-se sem testar, depois de tanto se criticar a prática nefasta, e a aflição generaliza-se. Os indicadores controlados pela Troika determinam: reduzir, suprimir e cortar são os verbos que o empobrecimento nos obriga a conjugar. É lamentável que tenhamos chegado a este estado de urgência. Quem chegou de fora veio dizer-nos que já era tarde para termos direito a pensar.

 

Os centros das nossas cidades acolhem a metáfora perfeita. Os fundos públicos, e os ditos estruturais, foram derretidos nas calçadas, também nas de alcatrão. O que se ergueu para além do chão não era bem comum, nem sequer as fachadas, deixou-nos endividados para várias gerações e consumidos pela banca comercial. Andámos de olho no chão na esperança que as pedras se comovessem?

 

retrato do nosso descontentamento

29.03.12

 

 

Discutir em que anos é que há exames, e em que disciplinas, é uma matéria interessante. Tornar a questão numa contenda ideológica só é possível em sociedades imaturas ou em crise (não estou a ser ingénuo, não). E como me tenho cansado de escrever, a nossa sociedade é a parte maior do problema. Proponho a leitura deste comentário da Ana aqui no blogue. É interessante seguir o raciocínio e chocar com o último parágrafo.

 

Concordo com a sua perspectiva e partilho os seus lamentos. 
Com uma taxa de insucesso e abandono escolares tão elevada na actual escolaridade obrigatória de nove anos, não sei como se pode ter a veleidade de querer alargá-la para doze anos ou tão pouco como se aposta na avaliação externa como forma de corrigir o que tem corrido mal. Parece que se constrói a casa pelo telhado, ainda que ele ameace ruir antes das paredes edificadas.
Ainda assim, a questão do peso de 30% das provas de avaliação externa, a implementar no final do primeiro ciclo, é tão irrelevante para a resolução do problema acima descrito com avaliação qualitativa, como com avaliação quantitativa. Se não, veja-se o que vai sucedendo com a avaliação externa de 9º ano existente desde 2005, também com um peso de 30%: qualquer aluno que se apresente a uma prova com nível 3 na classificação interna da disciplina visada (o tal satisfaz) só precisa de ter nível 2 (não satisfaz) para manter a sua classificação de nível 3 no final. E os alunos sabem disto, negligenciando completamente o seu empenho, mesmo que corram o risco de obter o comprometedor nível 1 (não satisfaz menos). Nem sei para que terminam as aulas de 9º ano cerca de dez dias antes da data de realização da primeira prova, normalmente de Língua Portuguesa, quando, na realidade, os alunos vão para casa descansar e dar-se ares de férias antecipadas, muitos deles enjeitando a possibilidade de comparecerem nas aulas facultativas de preparação para as provas, leccionadas voluntariamente pelos respectivos professores. 
Esta atitude não será a mesma da parte das crianças do primeiro e segundo ciclos, apenas devido à sua faixa etária, mas parece-me que, à semelhança do que acontece no 9º ano, estas provas de avaliação externa, delineadas deste modo grosseiro, com um peso de 30%, servirão sobretudo para alimentar páginas de jornais com o baile dos rankings das escolas e encher a boca dos adeptos das escolas privadas, onde os resultados dos alunos são muitas vezes melhores, sabe-se lá como, até porque, mais tarde, não se traduzem em mais sucesso desses alunos no ensino superior. 
Este ano, tenho cerca de 100 alunos a preparar para exame de 9º ano. Por vezes, alguns faltam à escola para tomar conta de irmãos pequenos a mando dos pais, que assim mesmo pretendem justificar as faltas por escrito. Outros são estrategicamente levados a consultas de rotina ou outras emergências afins nos dias de testes intermédios. Outros ainda passam privações imensas/fome ou vêem a luz cortada em casa por falta de pagamento. Outros vão passar o fim-de-semana a casa de pai/mãe divorciado e voltam sem material escolar. No total, 46% são subsidiados de escalão A ou B. Só um é filho de pais licenciados. Poucos alunos/famílias valorizam a escola como meio de promoção social. Posso esperar milagres na avaliação externa? Ou há que deixar para trás todos os que satisfazem pouco (nível 3 na ordem dos 50%), cuja probabilidade de obterem os mesmo 50% em exame é periclitante? Onde andariam estes miúdos se tivessem feito provas de avaliação externa no final do primeiro e do segundo ciclos? Que resposta dará a tutela aos que aí vêm nas mesmas condições?

de um novo PREC

29.03.12

 

 

Há tempos publiquei este post, União Nacional, que começou assim: "Peso bem o que escrevo e recebi alguns emails a propósito deste post onde escrevi que "(...)mesmo entre nós, e no caso do sistema escolar, o arco-governativo não descansou enquanto não eliminou o poder democrático das escolas substituindo-o por uma amálgama com o pior do PREC e da ditadura de Salazar.(...)". Dizem-me que posso estar a exagerar na preocupação com o regresso a um passado que parecia arredado da possibilidade histórica e do futuro.(...)"

 

Neste certeiro post do Paulo Guinote (que começa assim e em tom irónico: "O que lhes fica bem. Um regresso ao PREC em toda a linha, na defesa das assembleias populares (de bairro, de aldeia, de vila) para decidir sobre o interesse dos alunos(...)", e a propósito do modelo de gestão escolar, pode ler-se o seguinte devaneio noutro blogue: "Num sociedade livre, democrática e desenvolvida, são os cidadãos – e não o Estado, e não o DREN, e não o CG, e não a Câmara Municipal, e não os professores – aqueles que melhor defendem os seus interesses. Mesmo que errem nas suas opções, mesmo que façam escolhas que se revelam péssimas, mesmo que… serão sempre os alunos (no caso de serem menores, os respectivos pais) quem melhor defende os seus próprios interesses."

 

Aproximam-se tempos de desnorte profundo. O que somos como sociedade emerge sempre e é redutor apontar o dedo das culpas com base nas tonalidades partidárias. Há gente, muito versátil, de todas as forças políticas com assento na assembleia que se daria bem no PREC e no salazarismo.

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